Julia Roberts. Fotografia: Getty
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A campanha que está a pôr os pelos em pé. Sim, vamos falar de depilação

O que é bonito? O que deve ser bonito? E o que nos disseram que era bonito? Cada vez mais a liberdade feminina em questões de beleza é debatida e uma nova campanha publicitária promete acender esta discussão.

Crescemos com noções incutidas de uma (nossa) sociedade e de uma (nossa) cultura que diz que a mulher se deve depilar. Se os cabelos podem ser longos, os pelos têm de ser removidos, assim que a idade o ditar. O bigode é coisa de homem e as pernas querem-se sedosas. As virilhas… nem pensar numa linha de biquíni ultrapassada por qualquer penugem.

Há quem olhe com repulsa para uma mulher aversa à gilete, mesmo que não o diga porque o politicamente correto parece ser postura imprescindível para se viver longe de ofensas, e há, ainda, quem veja uma mulher ao "la naturel" como algo bonito, ou, por outro lado, veja o bonito numa mulher livre de escolher como se deve sentir bem, sem que para isso tenha que seguir um protocolo de beleza.

E ainda há muito caminho de aceitação para ser feito e outras tantas manobras de normatização do "anormal", mesmo que celebridades desfilem numa red carpet sem depilação feita, não é assim Julia Roberts? Até elas não passam ao lado do escrutínio e poucas são as que não se submetem às vontades alheias.

E não fosse este um tema para debate, veja-se a nova campanha (bastante contraintuitiva, diga-se de passagem) de uma marca de depilação que tem uma visão diferente das coisas. Billie, marca de produtos de remoção de pelos, acaba de fazer propaganda à mulher não depilada, e acredita que esta abordagem é positiva para o negócio.

“Durante os últimos 100 anos, as marcas de lâminas femininas não reconheceram os pêlos do corpo feminino. Até agora. Lançámos o Project Body Hair há exatamente um ano. Uma celebração dos pêlos do corpo que reforça que a depilação é uma escolha”, lê-se no site Billie.

O que é certo é que, com mais ou menos pelos, os gostos não se discutem, mas o bem-estar também não. Portanto, sejamos felizes com mais ou menos bandas depilatórias à mão.

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