Poucos produtos de cosmética podem orgulhar-se de uma história tão longa e marcante como a Nivea, marca da clássica lata azul que atravessa gerações. Criada em 1911 pelo farmacêutico alemão Oskar Troplowitz, esta fórmula revolucionária tornou-se no primeiro creme hidratante de longa duração do mundo, lançando as bases da cosmética moderna.
A Nivea da lata azul é amplamente reconhecida pela sua capacidade hidratante intensa, sendo especialmente indicada para zonas muito secas como cotovelos, joelhos, pés gretados ou até para aliviar irritações cutâneas. É também usada por muitas pessoas como cuidado corporal diário e até como truque de beleza nos cuidados com o cabelo.
No entanto, quando o tema são os cuidados faciais, sobretudo em peles maduras, surgem reservas importantes.
Eis a opinião da farmacêutica Gabriela Díaz na Woman Madame.
“A Nivea da lata azul é, de um modo geral, uma creme hidratante e emoliente. O ingrediente mais interessante é o pantenol, que ajuda a reparar a função barreira da pele. No entanto, contém derivados do petróleo, como a parafina, que hoje são considerados ingredientes muito básicos e pouco adequados para o rosto.”
Segundo a especialista, apesar da sua fama, não é a melhor escolha para o rosto de mulheres entre os 50 e os 60 anos.
“Atualmente, existem muitos estudos que comprovam a eficácia de ingredientes mais adequados para peles maduras. É o caso do ácido hialurónico, do retinol ou das ceramidas. Por isso, não considero que o Nivea azul seja o melhor creme para recomendar para o rosto nesta faixa etária. Pode até ser prejudicial em peles mistas ou oleosas.”
A Nivea da lata azul continua, assim, a ser uma excelente aliada para o corpo e para zonas muito secas, mas, para o rosto de mulheres entre os 50 e os 60 anos, existem hoje opções mais eficazes e cientificamente comprovadas.
