Creme | Fotografia: Getty Images, Orlando
Creme | Fotografia: Getty Images, Orlando
Nécessaire

Mas, afinal, quem não deve usar o Nívea da lata azul? Médico deixa o alerta

O creme da lata azul da Nivea é "um verdadeiro ícone da dermatologia e da dermocosmética mundial", segundo Pedro Vilas Boas, um dermatologista. Mas nem todos o devem usar. Porquê?

Existem vários cremes no mercado, mas entre os mais populares está um que muitos consideram essencial e por vários motivos, incluindo o preço reduzido. E, sim, estamos a falar do icónico creme da lata azul da Nivea. É, aliás, considerado "um verdadeiro ícone da dermatologia e da dermocosmética mundial", explica Pedro Vilas Boas, um dermatologista, em entrevista à VERSA.

Segundo o especialista, o lançamento deste produto, em 1911, representou um marco histórico por ser um dos primeiros "cremes estáveis de água-em-óleo, permitindo pela primeira vez uma hidratação eficaz, duradoura e acessível ao grande público".

Também simboliza "a consolidação do conceito de hidratação", assim como da "proteção da barreira cutânea como pilares fundamentais da saúde da pele".

Dr.º Pedro Vilas Boas | Fotografia: D.R.

Quais são os ingredientes principais deste creme? 

De acordo com o médico, a sua composição baseia-se "sobretudo numa associação de agentes oclusivos, emolientes e humectantes", como petrolatum (vaselina) e óleo mineral, ambos são agentes oclusivos potentes que "formam uma película protetora à superfície da pele, diminuindo significativamente a evaporação de água transepidérmica".

A lista de ingredientes também inclui cera microcristalina e parafina, ambos "contribuem para a consistência rica do creme e reforçam a função de barreira, promovendo suavidade e proteção"; assim como glicerina, um "humectante que atrai água para a camada mais superficial da pele, ajudando a manter a hidratação"; e ainda pantenol (pró-vitamina B5), com "propriedades calmantes e reparadoras, auxilia na recuperação da pele fragilizada".

Tem ainda fragrância que "confere o odor característico do produto", mas pode "ser um fator de sensibilidade em algumas pessoas".

Que efeitos pode ter este creme? 

Tendo em conta a sua composição, o creme tem como "objetivos centrais a hidratação intensa, a reparação e reforço da barreira cutânea", mas também "a prevenção da perda de água pela pele". Já na prática, "atua sobretudo como um selante, mantendo a água na pele e protegendo-a de agressões externas", acrescenta o especialista. 

Quem deve usar este creme? 

Trata-se de um creme especialmente "indicado para pele seca ou muito seca, sobretudo em ambientes de clima frio e seco, zonas do corpo frequentemente expostas a agressões externas, como vento e frio ou areas com baixa produção de sebo, como os braços, as pernas, as mãos, os cotovelos e os joelhos".

O médico explica que "nestes contextos, a sua textura rica e oclusiva é uma mais-valia, ajudando a restaurar conforto e elasticidade". 

Quem não deve usar este creme?

Apesar da elevada oclusividade ser uma mais-valia para alguns pode fazer com que o creme não seja o mais indicado para zonas do corpo "com maior produção de sebo, como a face ou pessoas com pele oleosa ou acneica".

Se for usado assim pode pode favorecer "o aparecimento ou agravamento de patologias como: acne, rosácea, foliculite, dermatite periorificial, dermatite seborreica". 

Design e Artes

Algo escondido no teu frigorífico pode estar a aumentar a conta da luz

Os gastos de energia nem sempre são tão óbvios quanto pensamos. E se dissermos que na parte de trás do teu frigorífico pode ser responsável pelo aumento no consumo de eletricidade?

Nécessaire