A obesidade é uma doença crónica e complexa, que vai muito além da aparência física. Está associada a fatores genéticos, hormonais, metabólicos e emocionais (e, por vezes, mesmo com todos os cuidados, dietas equilibradas e exercício físico regular, perder peso de forma sustentada não é possível).
Mais importante do que a balança é o bem-estar, e a medicina tem caminhado justamente nesse sentido: encontrar soluções menos invasivas, mais seguras e eficazes, que melhorem a saúde sem comprometer a qualidade de vida.
É nesse contexto que surge o Sleeve Endoscópico 3D, um procedimento inovador que promete revolucionar o tratamento da obesidade. Pioneiro em Portugal, este método é realizado pela equipa do Dr. Miguel Afonso, gastrenterologista e diretor da Gastroclinic, e distingue-se por permitir reduzir o estômago sem cortes, com recuperação rápida e resultados comprovados.
“O Sleeve Endoscópico 3D é um procedimento que reduz o estômago sem cortes, usando tecnologia 3D para garantir precisão e segurança. Permite tratar a obesidade de forma eficaz e rápida”, promete a clínica.
Feito por via endoscópica, isto é, através da boca, sem incisões externas, o Sleeve Endoscópico 3D utiliza uma tecnologia tridimensional que melhora a visualização dos detalhes anatómicos e a perceção da profundidade dos tecidos, o que se traduz numa execução mais precisa e segura. O procedimento é realizado em bloco operatório, sob anestesia geral, e tem uma duração média entre 45 e 90 minutos, com apenas 24 horas de internamento.
Por ser minimamente invasivo e não requerer suturas externas, o tempo de recuperação é reduzido: em apenas 3 a 5 dias o paciente pode regressar à rotina. Durante o procedimento, é introduzido um dispositivo de sutura endoscópica que, com o apoio de uma câmara, permite observar o interior do estômago e reduzir cerca de 70% do seu volume. O resultado é uma maior sensação de saciedade e uma diminuição natural da ingestão alimentar.
Segundo o especialista, “com o sleeve endoscópico ocorre em média uma perda de 60% do excesso de peso, o que corresponde a cerca de 20% do peso corporal total”. Trata-se de um resultado expressivo, especialmente tendo em conta que o método não envolve cortes nem cicatrizes externas. Além disso, é reversível, caso necessário, e apresenta um custo inferior às cirurgias bariátricas tradicionais.
Num estudo comparativo, o Sleeve Endoscópico 3D mostrou resultados semelhantes ao sleeve cirúrgico em pacientes com um IMC entre 35 e 40, demonstrando ser uma alternativa menos invasiva e com menos riscos.
“Os pacientes ficam surpreendidos e aliviados por ser um procedimento sem cirurgia e com retorno rápido às atividades”, refere o médico.
Embora seja um tratamento seguro, existem riscos, ainda que raros, como sangramento ou perfuração. Por isso, é essencial que seja realizado por equipas especializadas e acompanhado de um seguimento nutricional e psicológico.
“O acompanhamento nutricional e psicológico é indispensável para manter os resultados a longo prazo. Este é um trabalho conjunto entre o médico, o nutricionista e o paciente”, reforça o Dr. Miguel Afonso.
O Sleeve Endoscópico 3D destina-se a adultos com excesso de peso ou obesidade que não conseguiram resultados com métodos tradicionais, e pode também ser uma solução para quem já realizou outros tratamentos, como o balão gástrico, sem sucesso.
Para esclarecer algumas dúvidas mais comuns, o Dr. Miguel Afonso respondeu a algumas questões:
Quem pode fazer o Sleeve Endoscópico 3D?
“Podem fazer adultos com excesso de peso ou obesidade que não conseguiram resultados com métodos tradicionais.”
Em quanto tempo se notam resultados?
“As mudanças começam a ser visíveis nas primeiras semanas, com progressos contínuos ao longo dos meses seguintes.”
Pode ser uma opção para quem já fez outros tratamentos?
“Sim, é uma excelente opção para quem já tentou o balão gástrico ou outros procedimentos sem sucesso.”
Acredita que este tipo de técnicas será o futuro?
“Acredito que sim. Cada vez mais veremos procedimentos menos invasivos a tornar-se o padrão no tratamento da obesidade.”
E para quem ainda tem dúvidas, o médico é claro: “É uma solução segura, eficaz e pouco invasiva, mas é fundamental ter compromisso com mudanças de estilo de vida para obter os melhores resultados.”
