Em Portugal, o pão está presente à mesa desde o pequeno-almoço ao jantar, acompanhando sopas, petiscos, refeições completas e até momentos de convívio. E, apesar de algumas modas alimentares o tentarem “demonizar”, principalmente nas redes sociais, a verdade é que o pão continua a ter lugar numa alimentação equilibrada, sobretudo a partir dos 40 anos.
É precisamente nesta fase da vida que especialistas em nutrição sublinham a importância de uma alimentação completa, variada e ajustada ao ritmo metabólico mais lento, à perda natural de massa muscular e às alterações hormonais. A inclusão do pão, sobretudo nas versões integrais e menos processadas, surge, assim, como uma fonte importante de energia, fibras e hidratos de carbono de absorção mais lenta, fundamentais para manter níveis estáveis de açúcar no sangue e garantir saciedade ao longo do dia.
Um exemplo mediático que ajuda a reforçar esta ideia vem do mundo das celebridades. A actriz Elsa Pataky, prestes a completar 50 anos, revelou recentemente no site Woman Madame que o pequeno-almoço é a sua refeição preferida e que nele não dispensa uma torrada com azeite, acompanhada de ovos. Uma combinação simples, mas nutricionalmente rica: proteína de qualidade, gordura saudável e hidratos de carbono.
Segundo a actriz, a base do seu bem-estar assenta em três pilares fundamentais: exercício regular, alimentação equilibrada e descanso adequado. Ao longo dos anos, tem-se apoiado em aconselhamento especializado para adaptar a dieta às necessidades do corpo, que mudam com a idade, e a sua filosofia é clara: comer de tudo com moderação, evitando os alimentos ultraprocessados e os excessos de açúcar.
E a verdade é que a partir dos 40 anos o pão pode desempenhar um papel ainda mais estratégico na alimentação. As fibras presentes nas versões integrais ajudam no bom funcionamento do intestino (que tende a tornar-se mais lento com a idade), contribuem para a redução do colesterol e promovem uma maior sensação de saciedade, o que é essencial para o controlo do peso. Além disso, os hidratos de carbono continuam a ser indispensáveis para alimentar o cérebro e os músculos, sobretudo em pessoas fisicamente ativas.
Importa, no entanto, fazer escolhas conscientes: privilegiar pão escuro, de fermentação lenta, com sementes e grãos integrais, e evitar as versões demasiado refinadas, ricas em sal e pobres em nutrientes. A quantidade também conta. Não se trata de eliminar o pão, mas de o integrar de forma equilibrada nas refeições.
