Convento da Arrábida | Fotografia: D.R.
Convento da Arrábida | Fotografia: D.R.
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No parque mais procurado pelos portugueses, esconde-se um convento que devíamos conhecer melhor

Descobrimos o parque mais procurado pelos portugueses e um motivo cheio de história para o visitares.

Com dias mais longos e as temperaturas a subir, a maioria das pessoas começa a fazer planos para escapadinhas ou passeios na natureza e, em Portugal, não faltam bons destinos para isso. Por exemplo, recentemente, a Holidu, portal de reserva para casas de férias, revelou os resultados de um estudo sobre os parques mais populares do país. 

Para esta análise, o portal teve em conta "indicadores como as pesquisas mensais e os dados do Google", lê-se em comunicado. Qual ocupa o primeiro? É, como muitos poderiam prever, o Parque Natural da Arrábida que está dividido entre os municípios de Palmela, Setúbal e Sesimbra. 

Na lista também entra o Parque Nacional da Peneda Gerês; o Parque Natural Sintra-Cascais; o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina; e o Parque Natural da Serra da Estrela. 

O que tem de especial o Parque Natural da Arrábida? 

Conta com o maior número de pesquisas, assim como de reviews, mais de 28 mil. Tem ainda uma classificação de "4,8 e cerca de 18.100 pesquisas mensais". 

Destaca-se por ficar "a poucos quilómetros de Lisboa", mas também por combinar trilhos, praias e miradouros que abrem vistas diretas sobre oceano. Para além de tudo isto, neste parque encontras ainda o Convento da Arrábida, um local que muitos consideram de visita obrigatória. 

Que história esconde o Convento da Arrábida? 

Foi construído em plena Serra da Arrábida no século XVI e abrange, o Convento Velho, na parte mais elevada da serra, assim como o Convento Novo, na meia encosta, o Jardim e o Santuário do Bom Jesus. Tem 25 hectares e uma vista de privilegiada para a serra e o mar.

Este convento acabou por ser fundado em 1542 por Frei Martinho de Santa Maria e, em celas escavadas nas rochas, no Convento Velho, viveram os primeiros quatro frades arrábidos: Martinho de Santa Maria, Diogo de Lisboa, Francisco Pedraita e São Pedro de Alcântara.

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o espaço sofreu "várias pilhagens e enormes estragos causados pelo abandono", lê-se online. Mais tarde, em 1863, a Casa de Palmela adquiriu o convento, mas as obras só começaram nas décadas de 40 e 50 do século seguinte". 

Foi, eventualmente, comprado pelo Museu do Oriente em 1990 e, agora, está de portas abertas para visitas às quartas-feiras, sábados e domingos, mediante marcação prévia. Cada bilhete custa €8. 

Quem visita não fica indiferente aos detalhes decorativos feitos com conchas desde fontes de água a imagens religiosas. Material que pode ter sido usado pela ligação direta do convento ao mar. Para além disso, como os franciscanos evitam os luxos e valorizavam a natureza, as conchas acabam por ser uma alternativa a outros materiais mais dispendiosos. 

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