Património Wines
Gourmet

Vinho Património Au Léu: o melhor Touriga Nacional do mundo está em Lisboa

Artigo patrocinado

O Património Au Léu, de Carvoeira, foi eleito o melhor Touriga Nacional do mundo. Falámos com Rita Pereira, responsável da Património Wines, sobre este triunfo histórico.

É impossível negar que os vinhos portugueses têm algo de especial. Estão, aliás, sempre a receber novas distinções internacionais e a entrar em lista dos melhores do mundo. Isto aconteceu, recentemente, com mais uma marca nacional: a Património Wines. 

Durante o Concours Mondial de Bruxelles deste ano que aconteceu em Yinchuan, na região de Ningxia, China, um vinho desta marca, o Património Au Léu | Grande Escolha 2023 | Touriga Nacional recebeu a distinção Grande Medalha de Ouro, a mais prestigiada do concurso.

É um reconhecimento importante que ajuda a consagrar este vinho como o melhor Touriga Nacional do mundo. Estiveram em prova mais de sete mil vinhos que foram avaliados às cegas por um painel de júris internacionais composto por enólogos, sommeliers, compradores, jornalistas e outros especialistas.

Falando do que realmente importa aqui... o Património Au Léu. Trata-se de um vinho 100% Touriga Nacional da zona de Carvoeira, muito perto de Torres Vedras, na região de Lisboa. Faz parte de uma coleção de três vinhos monocastas que inclui ainda Castelão e Syrah. Todos expressam a autenticidade do terroir local, com solos argilo-calcários, clima temperado e forte influência atlântica. 

Já a Património Wines nasceu, em 1964, como António Francisco Bonifácio & Filhos, Lda., nome que continua a ser o da empresa... O nome mais recente surgiu da união de duas famílias (António Francisco Bonifácio e Quinta da Faceira) num só projeto e da vontade de honrar a história e experiências de gerações na produção de uvas e bons vinhos. 

Hoje em dia, Rita Pereira, a bisneta do fundador, e Manuel Ezequiel, enólogo e Diretor Geral da marca, estão à frente dos negócios. 

Rita Pereira e Manuel Ezequiel da Património Wines | Fotografia: D.R.

Conversámos com Rita Pereira sobre este prestigiado prémio, o vinho que está entre os melhores do mundo e o que torna a região demarcada dos Vinhos de Lisboa tão especial. 

O que torna o Património Au Léu o melhor Touriga Nacional do mundo?

A gama de Grandes Escolhas Património Au Léu é uma coleção de três monocastas de identidade e foi criada para levar quem prova cada um destes vinhos, numa viagem pelo terroir de Carvoeira.

O Património Au Léu Touriga Nacional é um vinho genuíno, com o mínimo de intervenção onde a casta portuguesa mais conhecida mundialmente revela o que é nascer em solos argilo-calcários e ser abraçada pela brisa atlântica da região de Lisboa, diretamente da videira para a garrafa.

Estes ingredientes aliados a um trabalho contínuo de gerações, onde se adiciona o empenho e carinho de querer perpetuar algo para o futuro, tornam este vinho especial.

Concorrendo com vários vinhos de tantos países conseguimos produzir um com um perfil que representa 100% as características da nossa região, conseguiu ser de prova consensual entre jurados de diferentes países, pelo que consideramos ter encontrado algo mesmo muito raro, um tesouro que reúne várias emoções dentro de cada garrafa.

Como é que um vinho de Carvoeira, perto de Torres Vedras, chegou ao topo num concurso mundial na China?

Desde a época dos romanos que a nossa região foi eleita para o cultivo e produção de bons vinhos. Esta região tem todas as qualidades naturais, quer de solos quer de clima para proporcionar boas maturações e mesmo com alterações climáticas as nossas vinhas continuam a ser de sequeiro, ou seja, não necessitam de ser regadas para que cresçam naturalmente as uvas devido à proximidade do mar.

Ao ser um vinho de uma casta icónica portuguesa que pretende mostrar a identidade de um território de forma autêntica, foi com grande alegria que recebemos a notícia deste prémio que igualmente atrai a atenção para o maravilhoso território de Carvoeira inserido na região demarcada dos Vinhos de Lisboa.

O nosso perfil empresarial sempre foi voltado ao mercado externo, tendo sido uma das pioneiras na exportação de vinhos em Portugal. Habitualmente, concorremos a concursos internacionais em busca do reconhecimento de mercado nos vários países onde exportamos o nosso Património, potenciando assim vendas e dando a conhecer aos vários clientes que temos mundialmente.

Será que a Touriga Nacional da região de Lisboa pode estar a roubar o protagonismo ao Douro e a o Dão?

Por um lado, sim, no sentido de mostrar ao mundo a grande qualidade que pode encontrar na região de Lisboa. A região de Lisboa é privilegiada na sua geografia, conseguimos ter maravilhosas paisagens de praia, de campo ou de cidade percorrendo poucos quilómetros e também ao nível de gastronomia, produtos hortícolas, frutas e vinhos é uma zona de excelente qualidade.

Sendo o vinho uma experiência sensorial, quem prove uma Touriga Nacional de outra região certamente terá uma boa experiência. A mesma casta em enquadramentos de terroir diferentes vai resultar em vinhos diferentes e Portugal é um país que pode ser considerado “pequeno” ao nível de território, mas é “grande” na diversidade e qualidade dos vinhos, gastronomia e de tantas outras coisas boas que pode oferecer.

Em relação ao mercado nacional especialmente o Douro está muito bem posicionado com elevadíssima qualidade em grandes casas de vinho. Procuramos também o nosso lugar mostrando que Lisboa está forte e em grande crescimento ao nível vitivinícola. Ao nível Internacional a nossa região consegue ser muito competitiva pois neste campo concorremos com grandes países produtores de vinho muito maiores que o nosso país ou qualquer uma das nossas regiões.

 

Será este prémio o início de uma nova era para o enoturismo na zona de Torres Vedras e Carvoeira?

Queremos acreditar que com este prémio possamos contribuir para destacar Torres Vedras.

A equipa de turismo da Câmara Municipal de Torres Vedras tem feito um enorme trabalho na divulgação do território e dos seus produtores quer a nível nacional quer a nível internacional, criaram inclusive a Rota do Enoturismo de Torres Vedras e uma série de eventos que gravitam em torno desta rota.

É de facto um privilégio podermos iniciar um dia nas enérgicas ondas da praia de Santa Cruz e em apenas 20 minutos de “distância”, se quisermos mudar de registo, rodearmo-nos de uma paisagem imersiva de vinhas e usufruir de uma experiência de provas de vinhos e produtos endógenos do concelho. É algo único e que certamente fica registado com boas memórias.

O concelho de Torres Vedras é atualmente o maior produtor a nível nacional. Prémios como o nosso e muitos mais poderão potenciar a procura pelo turismo a conhecer adegas, quintas, restaurantes e hotéis que pela beleza natural que temos com toda a certeza fará crescer este mercado.

Será por isso necessário aproveitar a proximidade a Lisboa aliada a toda esta qualidade e reconhecimento internacional para cada vez mais cativar turismo a conhecer o que temos de melhor no nosso território, refletindo-se depois em vendas e crescimento continuo para as futuras gerações.

Gourmet

Aos 101 anos, a mãe de Francisco é das maiores críticas dos vinhos Monte da Penha

Monte da Penha é um projeto especial, que homenageia duas grandes mulheres e o terroir particular de Portalegre. Francisco Fino dá-nos a conhecer este projeto.

Gourmet