Peixe-aranha nas praias portuguesas? O que nunca devemos fazer é o que a maioria faz
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Margarida Ribeiro
- 21 jul, 16:28
É importante ter alguns cuidados nas idas à praia, como, por exemplo, usar protetor solar, mas também convém estar atento aos peixes-aranha e evitar as dolorosas picadas.
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Idas à praia são divertidas, mas, claro, exigem alguns cuidados essenciais que devem ir muito além do protetor solar. É importante estar atento a ameaças que podem arruinar as férias como, por exemplo, o peixe-aranha, uma espécie relativamente comum na costa portuguesa, com uma picada dolorosa.
Muitos não sabem, mas estes peixes "escondem-se na areia e, por isso, não é fácil vê-los", explica Liliana Beirão, médica de medicina geral e familiar, no portal do Hospital da Luz. Para além disso, a água nem sempre está completamente transparente e nas zonas onde as pessoas têm pé, "onde quase sempre acontecem as picadas, a rebentação levanta a areia dificultando ainda mais a visibilidade do fundo".
Para evitar as picadas, a especialista recomenda usar sapatos próprios para andar na água, mais especificamente modelos com solas de plástico, muito fáceis de encontrar em lojas de desporto ou supermercados. Também ajuda estar atento a indicações dos nadadores salvadores e ler as informações normalmente disponibilizadas na entrada da praia.
O que fazer em caso de picada?
Depois da picada, a maioria das pessoas descreve a sensação como a de pisar uma concha pontiaguda ou uma rocha. Começa por ser uma dor suave, mas evolui quase imediatamente para uma dor intensa, muito difícil de suportar, causando "alterações da pele envolvente, que fica vermelha e inchada", explica a médica.
Quando a picada acontece, a médica recomenda manter a calma, pedir ajuda e, assim que possível, coloque a zona afetada na areia quente. Depois colocas a área da picada em imersão, em água quente, ao longo de 30 minutos. Idealmente, a temperatura da água deve estar acima dos 40ºC, "o veneno degrada-se com o calor", acrescenta. Este procedimento só tem efeito se for realizado nos primeiros 30 minutos depois da picada.
Se não tiveres acesso a água quente, a médica recomenda que aproximes a zona afetada a "outra fonte de calor" como, por exemplo, "um cigarro acesso", mas sempre com cuidado e "sem tocar diretamente na lesão". Tomar um analgésico ou anti-inflamatório pode aliviar a dor.
É importante analisar a zona afetada para perceber "se algum espinho do peixe se partiu e ficou na pele". É essencial removê-los, mas nunca diretamente com as mãos. Deve ser removido com uma pinça, aconselha a médica. Depois convém desinfetar o local da picada.
Geralmente, a sensação de dor mantém-se entre duas a 24 horas e "a maioria das pessoas picadas por peixes-aranha não precisa de ser observada por um médico", acrescenta. Sintomas como dor intensa, febre, enjoos ou vómitos podem ser motivos para procurar ajuda médica.
O que nunca deves fazer depois de uma picada?
Existem certos mitos no diz respeito a estas picadas e a médica alertou para algumas coisas que não deves mesmo fazer nesta situação. Deves evitar ao máximo colocar gelo na zona picada; tocar com as mãos nos espinhos diretamente sobre a lesão; cobrir a ferida da picada; e urinar sobre a lesão.
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Margarida Ribeiro
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