O impacto do ar condicionado na pele
O impacto do ar condicionado na pele | Fotografia: Unsplash
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Como evitar que o ar condicionado prejudique a pele no verão?

O verão pode prejudicar em alguns momentos a nossa pele e não é só devido ao calor. O ar condicionado pode ser também um inimigo. Vamos a algumas soluções.

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Nesta época de calor, os cuidados com a pele, assim como com o cabelo, devem ser reforçados. E não é só pela maior exposição ao sol. Nesta altura estamos constantemente em ambientes com ar condicionado e no que diz respeito à pele pode mesmo deixá-la mais seca e a precisar de um reforço de hidratação. 

Mas... qual a razão? 

Segundo a dermatologista Anna Sánchez Puigdollers ao site Glamour, o ar condicionado reduz a humidade do ambiente, favorecendo a chamada perda transepidérmica de água, um processo através do qual a pele perde hidratação para o exterior, perdendo também parte da capacidade de reter água. As consequências? Sintomas como secura, sensação de repuxamento e aumento da sensibilidade.

Mas há outro fator que contribui para o problema: as mudanças bruscas de temperatura. Passar repetidamente dos mais de 35ºC no exterior para ambientes interiores regulados entre os 20ºC e os 22ºC representa um esforço constante de adaptação para a pele. Este contraste térmico pode aumentar a desidratação e fragilizar ainda mais a barreira cutânea.

Mas nem todas as peles reagem da mesma forma. As mais secas e sensíveis tendem a ser as mais afetadas, uma vez que possuem uma barreira cutânea naturalmente mais frágil e uma menor capacidade para reter água. Também as pessoas com dermatite atópica, rosácea, eczema ou pele reativa podem sentir um agravamento dos sintomas. Nestes casos, a diminuição da humidade ambiental pode desencadear episódios de irritação, comichão ou vermelhidão.

E as peles oleosas? Quanto a estas há um equívoco frequente. Uma pele pode produzir excesso de sebo e, ainda assim, estar desidratada, por isso, mesmo quem tem pele mista ou oleosa pode sentir desconforto após várias horas em ambientes climatizados.

Os sinais que não devemos ignorar

Os efeitos do ar condicionado costumam surgir de forma gradual, o que faz com que muitas pessoas não os associem imediatamente à climatização.

Entre os sinais mais comuns destacam-se:

– Sensação de repuxamento após permanecer várias horas em espaços climatizados;
– Descamação fina;
– Aspereza ao toque;
– Comichão e vermelhidão;
– Maior sensibilidade a produtos cosméticos habitualmente bem tolerados;
– Agravamento de doenças inflamatórias da pele, como a dermatite atópica.

Quando estes sintomas se tornam persistentes, podem indicar que a barreira cutânea está comprometida e necessita de cuidados adicionais.

A prevenção é a chave

Sempre que possível, os especialistas recomendam evitar diferenças entre a temperatura exterior e interior e também ambientes demasiado frios. Além disso, é danoso quando deixamos o rosto durante longos períodos exposto a fluxos de ar diretos. 

Ao nível dos cuidados diários, o objetivo principal deve ser reforçar a barreira cutânea. Para isso, é importante optar por produtos de limpeza suaves, evitar o uso excessivo de esfoliantes ou de ingredientes potencialmente irritantes e aplicar regularmente cremes hidratantes. Se procuras um bom hidratante, temos algumas recomendações na galeria de imagens. 

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