Deves mesmo evitar a fruta muito comum ao pequeno-almoço, segundo nutricionista
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Rafaela Simões
- 27 jun, 07:11
Seja de hotel ou não, é difícil resistir a um bom pequeno-almoço, com tudo aquilo a que temos direito. Mas há algo que não devia estar no prato e é mais comum do que pensamos.
Escondido no meio de Lisboa, este café all day não quer ser só mais um
A Frutaria Café está de volta, com fruta da tosta de abacate à limonada
O pequeno-almoço é, para muitas pessoas, a refeição favorita do dia e há até mesmo quem não se importasse de comer ao almoço ou jantar uma torrada com ovo mexido ou uma taça com iogurte e granola. Mas a escolha dos primeiros alimentos a consumidor após várias horas de jejum importa – e muito.
Ao acordarmos, o organismo pede energia rápida para arrancar o dia, mas isso não significa que qualquer alimento leve ou saudável à primeira vista seja automaticamente uma boa opção. E há um que aparece constantemente no pequeno-almoço dos portugueses: a fruta.
Numa entrevista ao Woman Madame, a nutricionista Nichola Ludlam-Raine chama a atenção para o facto de nem todas as frutas funcionarem da mesma forma quando consumidas ao pequeno-almoço, especialmente aquelas com elevado teor de água e baixa densidade de fibra.
“Não é a fruta em si que é problemática, mas sim o tipo de fruta escolhida e o impacto que tem na saciedade e na resposta glicémica logo pela manhã”, explica.
Entre os exemplos mais comuns estão o melão e a melancia, duas frutas frequentemente associadas a um pequeno-almoço leve e saudável, sobretudo nos meses mais quentes. No entanto, têm pouca fibra e uma carga relativamente elevada de açúcar natural em relação à saciedade que oferecem. Na prática, isto pode traduzir-se num aumento rápido da glicose no sangue, seguido de uma quebra de energia e regresso da fome pouco tempo depois.
Outras frutas que também entram nesta análise mais crítica estão o ananás, assim como a banana e as uvas.
No extremo oposto, a nutricionista destaca as frutas com maior densidade nutricional e melhor impacto na saciedade, como os frutos vermelhos, o kiwi e a laranja. Estas opções são ricas em fibra, vitamina C e antioxidantes, ajudando não só a manter níveis de energia mais estáveis como também a reforçar o sistema imunitário.
Também a maçã e a pera são frequentemente referidas como escolhas equilibradas, graças ao seu teor de fibra e ao efeito mais prolongado na sensação de saciedade.
No fundo, a mensagem da especialista é clara: o problema não está em comer fruta ao pequeno-almoço, mas em escolher opções mais doces, leves e pouco saciantes. Agora que sabes isto, já andas à procura de um bom pequeno-almoço? Deixamos uma sugestão na galeria de imagens: o Clara Café, no centro de Lisboa.
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