A lista dos alimentos com mais pesticidas | Fotografia: Ross Parker/R&A/R&A via Getty Images
A lista dos alimentos com mais pesticidas | Fotografia: Ross Parker/R&A/R&A via Getty Images
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Divulgada a lista da fruta e legumes a evitar no supermercado em 2026

A lista é conhecida e volta a reacender o debate todos os anos: os chamados “Doze Sujos” estão de regresso para a edição de 2026. Vê e faz as tuas escolhas na próxima ida ao supermercado.

Todos os anos, a organização não governamental Environmental Working Group (EWG) divulga uma lista que tem dado que falar: a chamada “Dirty Dozen”, ou “Doze Sujos”. Trata-se de um ranking da fruta e legumes com maior presença de resíduos de pesticidas e a edição de 2026 já foi revelada.

O objetivo não é alarmar nem afastar os consumidores destes alimentos, mas sim promover escolhas mais informadas e incentivar melhores práticas de higiene alimentar.  

Para chegar a esta lista, o EWG analisou dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, com base em 54.344 amostras de 47 tipos de frutas e legumes. Antes de serem testadas, todas as amostras foram lavadas, esfregadas e, em alguns casos, descascadas, simulando o que fazemos em casa.

Apesar disso, foram encontrados vestígios de 264 pesticidas, sendo que 203 estavam presentes nos alimentos incluídos nesta lista. Ou seja, mesmo após a limpeza convencional, os resíduos continuam a ser detetáveis.

Os alimentos com mais pesticidas em 2026 

Eis os “Doze Sujos” deste ano:

– Espinafres
– Couve kale
– Morangos
– Uvas
– Nectarinas
– Pêssegos
– Cerejas
– Maçãs
– Amoras
– Pêras
– Batatas
– Mirtilos

O que podemos retirar daqui?

Importa sublinhar: esta lista não é um aviso para deixar de consumir estes alimentos. Pelo contrário, os especialistas reforçam que os benefícios de comer frutas e legumes superam largamente os riscos associados aos pesticidas.

Ainda assim, há formas simples de reduzir a exposição:

– Lavar bem os alimentos: usar água corrente e esfregar sempre que possível ajuda a remover resíduos, sujidade e bactérias;

– Descascar quando adequado: especialmente em frutas como maçãs ou peras (embora se percam alguns nutrientes); 

– Optar por produtos biológicos: sempre que possível, sobretudo para os alimentos desta lista;

– Considerar alimentos congelados: são muitas vezes mais acessíveis e mantêm o valor nutricional;

– Variar a alimentação: diversificar reduz a exposição repetida aos mesmos pesticidas.

No final, a recomendação mantém-se: devemos continuar a comer frutas e legumes todos os dias, a chave está na forma como os preparamos e nas escolhas que fazemos sempre que temos essa possibilidade.

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