A polémica em torno do pó talco da Johnson & Johnson
A polémica em torno do pó talco da Johnson & Johnson | Fotografia: Justin Sullivan/Getty Images
Nécessaire

Porque deves comprar talco da Johnson & Johnson? Sim, nem tudo é polémico

Apesar de anos e anos em tribunal devido aos vários casos de cancro nos ovários pela utilização de pó talco da Johnson & Johnson, a alternativa atual oferecida pela marca utiliza um ingrediente seguro e bem conhecido na indústria da cosmética. Conhece as vantagens.

Durante décadas, o pó de talco para bebé da Johnson & Johnson foi um dos produtos mais icónicos da marca. No entanto, o produto acabou por se tornar o centro de uma das maiores batalhas judiciais da indústria farmacêutica e cosmética.

A empresa Johnson & Johnson enfrenta há anos dezenas de milhares de processos movidos por mulheres que alegam ter desenvolvido cancro do ovário após utilizarem regularmente o antigo pó de talco. Os queixosos defendem que o produto continha amianto, um mineral reconhecidamente cancerígeno.

A controvérsia tem origem no facto de o talco ser um mineral extraído da terra que se encontra frequentemente próximo do amianto. Apesar de serem materiais distintos, a proximidade geológica levanta o risco de contaminação caso a extração e o processamento não eliminem totalmente esse mineral.

A Johnson & Johnson sempre rejeitou as acusações, sustentando com investigações científicas independentes que demonstram o seu talco cosmético como seguro. Ainda assim, uma investigação publicada pela Reuters, em 2018, revelou documentos internos, depoimentos e resultados de testes que sugeriam que a empresa tinha conhecimento, desde pelo menos os anos 70, da possibilidade de pequenas quantidades de amianto estarem presentes em alguns produtos à base de talco.

Passados vários anos em tribunal, há um novo avanço no processo. A Johnson & Johnson anunciou um acordo avaliado em até 5,5 mil milhões de dólares para resolver cerca de 76 mil processos relacionados com o pó de talco.

Pó de talco esse que já não existe.

Muito antes deste acordo, a Johnson & Johnson já tinha começado a afastar-se do talco. Em 2020 retirou o pó de talco para bebé dos mercados dos Estados Unidos e do Canadá, justificando a decisão com a quebra nas vendas provocada pelo que classificou como "desinformação" sobre a segurança do produto.

Dois anos mais tarde anunciou uma mudança global: o tradicional pó para bebé passaria a ser produzido à base de amido de milho.

Na altura, a empresa explicou a decisão "como de uma avaliação do portfólio mundial", reforçando a ideia de que o talco cosmético que comercializou durante décadas era seguro.

Mas... amido de milho em cosméticos?

Embora muitas pessoas associem o amido de milho apenas à cozinha, é um ingrediente bastante comum na indústria da cosmética e dos cuidados pessoais.

Conhecido nas listas de ingredientes como Zea Mays (Corn) Starch, é valorizado sobretudo pela sua capacidade de absorver humidade e oleosidade, além de proporcionar uma textura suave aos produtos.

Pode ser encontrado em:

– Pós faciais que ajudam a reduzir o brilho da pele;

– Pós corporais, por absorver a transpiração;

– Champôs secos, para eliminar o excesso de oleosidade do couro cabeludo;

– Desodorizantes naturais, contribuindo para manter a pele seca;

– Máscaras faciais e alguns produtos de maquilhagem, onde funciona também como

– Espessante e melhora a textura da fórmula.

Entre as principais vantagens deste ingrediente, além da sua origem vegetal, é ser indicado em produtos destinados a peles sensíveis.

Design e Artes

A viagem aos anos 2000 que ninguém esperava: D'ZRT recriam o espetáculo que não esquecemos

Regresso aos anos 2000 não é só num guarda-roupa Y2K... a tendência sabe melhor ao som dos D'ZRT. Sim, vão voltar e contamos-te tudo.

Nécessaire