Na noite de 24 de Dezembro, o bacalhau é o rei incontestado da Consoada, mas está longe de reinar sozinho. De norte a sul do país, há famílias que preferem polvo cozido, com presença frequente no Minho e em Trás-os-Montes. Mas, tal como o bacalhau, para deixar o polvo no ponto perfeito – macio, suculento e cheio de sabor – é preciso saber como o cozinhar devidamente.
Ao contrário do que muitos pensam, cozinhar polvo não exige água. O polvo cru vai diretamente para a panela, inteiro ou em pedaços, acompanhado apenas por uma cebola inteira, que pode ir com casca (há quem diga que ajuda na textura final).
A panela deve ficar bem tapada e aquecida em lume médio-baixo. Aos poucos, acontece a pequena magia: o polvo começa a largar a sua própria água, criando um caldo natural onde vai cozinhar lentamente. É esse processo que garante a textura macia.
O tempo varia conforme o tamanho, mas, em média, 40 a 50 minutos são suficientes. Não é preciso mexer constantemente, até pelo contrário, convém deixar o polvo cozinhar tranquilo. O teste é simples e infalível: um garfo. Quando este entra sem resistência, está pronto.
Mas esta não é a única dica.
O polvo agradece que o sal só chegue no fim, já fora da panela ou no prato, e sabe-se ainda que congelar o polvo antes de o cozinhar, nem que seja apenas durante uma noite, ajuda a garantir uma textura mais macia.
