Se há algo que a ciência tem vindo a confirmar nos últimos anos, é que o envelhecimento não é apenas uma questão de genética, o ambiente onde vivemos desempenha um papel determinante. Métodos para desacelerar este processo há muitos, como exercício físico, não fumar, dormir bem, e ter uma alimentação equilibrada.
Mas eis que surge uma investigação da Universidade Estatal de Ohio, publicada no site ScienceDirect, que acrescenta mais um fator curioso à lista: viver o mais próximo possível do mar é um fator antienvelhecimento.
O estudo recolheu dados de 66.263 pessoas, cruzando a sua longevidade com a proximidade a zonas de água. Os resultados foram claros: quem vive junto ao mar tende a viver mais um ano ou mais do que a média (79 anos). Surpreendentemente, este efeito não se verificou junto a rios ou lagos urbanos, sendo que, nestes casos, a esperança de vida foi ligeiramente mais baixa.
A equipa de investigadores aponta para várias razões. As zonas costeiras têm, em média, menos extremos de temperatura, melhor qualidade do ar e mais oportunidades para atividades ao ar livre. Além disso, viver à beira-mar está muitas vezes associado a um nível socioeconómico mais elevado, o que influencia positivamente a saúde e o acesso a cuidados médicos.
Se viver perto do mar contribui para um envelhecimento mais lento, então Portugal está em vantagem natural. Com uma costa continental de mais de 900 km banhada pelo Atlântico, e ainda 667 km nos Açores e 250 km na Madeira, para além de um clima ameno e abundância de peixe rico em ómega-3, o país reúne quase todos os ingredientes que a ciência associa à longevidade.
No fundo, o mar não é só um cenário bonito, é um aliado contra o envelhecimento. E em Portugal, ele está quase sempre ao virar da esquina. Basta ver as imagens.
