Preta Gil | Fotografia: Instagram
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A imagem de Preta Gil que chocou o Brasil e antecipou o movimento body positive

Preta Gil morreu no passado domingo aos 50 anos. Hoje aproveitámos para recordar a capa do seu primeiro álbum e a polémica que causou décadas antes do movimento body positive.

Preta Gil, artista brasileira, morreu no passado domingo, 20 de julho, aos 50 anos. Quem confirmou a informação foi a assessoria de imprensa da cantora através do X (antigo Twitter). Preta estava em Nova Iorque, Estados Unidos, e estava a fazer tratamentos contra um cancro no intestino, lê-se na CNN Portugal.

Durante anos, a artista seguiu os passos do seu pai, Gilberto Gil, e lançar seis álbuns a solo. "Era de uma família tradicional do cenário artístico e foi uma importante figura feminina, com voz ativa pela luta contra o racismo e a gordofobia e pelos direitos das mulheres e da comunidade LGBT+ por meio de suas produções e atuação no setor", explica a CNN Brasil.

Foi uma carreira recheada de sucessos e com polémicas. Por exemplo, a capa do seu primeiro álbum, o Prêt-à-Porter, causou alvoroço. Para o seu disco de estreia, lançado em 2003, a artista decidiu posar nua na capa, com um laço colocado estrategicamente por cima. 

Parece que a capa deu que falar e ainda não estava disponível nas lojas. Porquê? Começou a ser revelada dias antes e "trazia fotos da cantora complementa nua", conta a Veja. Tanto a capa como as músicas do álbum "geraram debates e críticas, tendo a cantora no centro de ataques misóginos, racistas e gordofóbicos".

Prèt-À-Porter de Preta Gil | Fotografia: D.R.

Durante o ano passado, a artista lançou uma biografia, Preta Gil: Os Primeiros 50, onde falou sobre a situação. Segundo o portal, a cantora disse que "o álbum foi visto com sensacionalismo, e que o Brasil não estava preparado para uma mulher preta, gorda e bissexual se expressar dessa forma". 

Já em entrevistas, citadas pela Rolling Stone Brasil, contou que na altura começou "a questionar a  sua beleza, seu corpo e a procurar uma espécie de aprovação".

"Eu lancei o disco achando que estava abafando, achando que eu era bonita e gostosa. E aí veio uma enxurrada de críticas, de muito conservadorismo, de muito preconceito", explicou numa entrevista ao programa Conversa com Bial, em 2019. 

Depois de muita reflexão conseguiu perceber que "o erro não estava em mim, e sim nas pessoas que me julgavam". 

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