Princesa Diana morreu há 29 anos
Princesa Diana morreu há 29 anos | Getty, Princess Diana Archive
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Diana quebrou regras da realeza como ninguém: 29 anos depois entendemos a ousadia da princesa

A Princesa Diana morreu há 29 anos e aproveitámos o aniversário da sua morte, a 31 de agosto de 1997, para recordar alguns dos momentos em que quebrou o protocolo real e que a transformaram num ícone, em mais do que uma forma.

Imagens da Princesa Diana ao longo dos anos

16 imagens do casamento de Carlos e Diana em 1981

Esta segunda-feira, 31 de agosto, assinala-se o 29.º aniversário da morte de Princesa Diana, a icónica Lady Di. É, sem dúvida, uma das figuras incontornáveis da realeza britânica e ajudou, ao longo dos anos, a quebrar barreiras, mudando a definição do que é ser princesa.

Com a sua personalidade carinhosa, em que a compaixão vinha sempre ao de cima ficou conhecida como Princesa do Povo e, mesmo depois do seu divórcio de Carlos III, o filho mais velho de Isabel II, em 1996, continuou a ser adorada por muitos. Hoje em dia, a sua vida ainda é celebrada e a sua morte trágica — em Paris, no ano de 1997 — lamentada.

Ficou conhecida por ser um ícone de estilo, inspirou alguns dos melhores designers e ditou várias tendências, mas o que a realmente eternizou foi a forma como desafiou, vezes sem conta, algumas das regras mais antiquadas da família. Hoje recordamos alguns desses momentos.

Mudou os votos de casamento

Quando Diana casou com Carlos decidiu quebrar uma tradição antiga da realeza ao mudar os seus votos. Durante séculos, ao chegar ao altar, as noivas reais prometiam obedecer aos maridos nos votos de casamento, o mesmo não acontecia com os noivos. Diana não o fez.

Preferiu dizer que ia "amá-lo, confortá-lo, honrá-lo e ficar ao seu lado, na saúde e na doença". Tanto Kate, como Meghan, as esposas de William e Harry, respetivamente, seguiram o exemplo da sogra nos seus casamentos.

Decidiu que a educação dos filhos tinha de ir além das paredes do palácio

Normalmente, os herdeiros ao trono não frequentam a pré-escola e ficavam no palácio com uma governanta, mas a princesa quis mudar a regra. Quando William, o filho mais velho de Diana e Carlos, celebrou o seu 3.º aniversário decidiu inscrevê-lo na Jane Mynor’s Nursery School, em Londres. Harry, o seu filho mais novo, acabou por fazer o mesmo percurso.

Na altura, a princesa, que em tempos trabalhou como professora auxiliar, escolheu aquela escola porque queria que William tivesse a educação de uma criança inglesa normal, explica a CNN Internacional.

Participou numa corrida na escola dos filhos e juntou-se a outros pais

Diana participava, sempre que conseguia, nos eventos das escolas dos filhos e sempre foi uma mãe muito presente, ao contrário de outras gerações de princesas.

Por exemplo, em 1991, aceitou participar numa corrida de pais na escola de Harry, mesmo quando todos achavam que não o ia fazer. Correu descalça e perdeu, mas divertiu-se com os filhos. E, sim, ao correr descalça acabou por quebrar outra regra, uma daquelas que não está escrita, mas que todos sabem que deve ser cumprida.

Ajudou a quebrar estigmas sobre o VIH e a Sida

Já todos sabem que apesar das regras de protocolo ditarem que as princesas deviam andar sempre de luvas para cumprimentar pessoas, uma forma de evitar germes, a Lady Di não o fazia e, em 1987, acabou por ir ainda mais longe.

Durante a abertura da primeira clínica de VIH/SIDA do Reino Unido, em Londres, numa altura em que o vírus se estava a tornar numa crise mundial, a princesa cumprimentou com um aperto de mãos, sem luvas, um paciente diagnosticado com a doença.

"O VIH não torna as pessoas perigosas de se conhecer, por isso podem apertar-lhes a mão e dar-lhes um abraço; Deus sabe que elas precisam disso", afirmou a princesa na altura.

Foi, sem dúvida, um momento que deixou muitos surpreendidos, especialmente porque naquela época acreditava-se, erradamente, em vários mitos sobre estes vírus, incluindo que eram transmitidos pelo toque.

Andrew Parkis, o diretor executivo do Fundo em Memória da Princesa Diana de Gales, citado no meio de comunicação, explica que "a imagem dela de mãos dadas com o VIH/SIDA… Acabou com o estigma, o preconceito e o medo que rodeavam o VIH/SIDA nos primeiros tempos".

E, claro, os seus looks nem sempre seguiam o protocolo real

Diana foi (e continua a ser) um ícone de estilo, um título muito associado aos momentos em que quebrou o protocolo real, optando por peças mais modernas e casuais. Há várias imagens da princesa a usar jeans, por exemplo, ou os famosos biker shorts com camisolas oversized.

Entre todos os momentos que podemos destacar existe um que não pode mesmo ser esquecido: o revenge dress. Estamos a falar do mini vestido assimétrico e justo que usou num evento, em Londres, em 1994, no dia em que o Príncipe Carlos, na altura ainda seu marido, admitiu ao público o seu caso com Camilla, com que acabou por se casar em 2005.

Quebrou as regras pela silhueta do vestido, claro, mas também porque na altura o preto era considerado adequado para a família real apenas em funerais.

Foram muitas as lições que aprendemos com a Princesa Diana...

E, apesar da sua morte ter acontecido há 29 anos, continuámos a olhar para a princesa como um exemplo de compaixão, solidariedade, generosidade e estilo.

Podes recordar alguns dos momentos mais importantes da sua vida na galeria de imagens.

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