Jeffrey Epstein, empresário norte-americano acusado de tráfico sexual e abuso de menores, morreu em 2019, mas continua a dar que falar. Tanto que a família real britânica tem estado a lidar, nas últimas semanas, com os efeitos da divulgação dos Epstein Files que culminou na detenção de André, irmão mais novo do Rei Carlos III.
Para além do ex-príncipe, o nome de Sarah Ferguson, a sua ex-mulher e mãe das suas filhas, Beatrice e Eugenie, apareceu nos ficheiros. Fergie, alcunha pelo qual é conhecida, não parece estar envolvida nos crimes do empresário e dos seus cúmplices, mesmo assim não está a conseguir fugir do escrutínio do público.
Isto fez-nos lembrar a relação de Ferguson com a Princesa Diana que muito antes de serem cunhadas, eram amigas próximas. Diana foi aliás uma das responsáveis pelo casamento de André e Sarah, mas, em 1997, no ano da morte da princesa, as duas estavam de relações cortadas.
"Infelizmente, não nos falávamos há cerca de um ano, embora eu nunca soubesse o motivo, exceto que, quando Diana colocava algo na cabeça, isso ficava lá por um tempo", escreveu a antiga Duquesa de York na sua autobiografia, Finding Sarah: A Duchess's Journey to Find Herself, lê-se na Hola!.
Existem, no entanto, algumas teorias sobre o afastamento e há quem diga que uns sapatos emprestados são a verdadeira razão. Tina Brown, a autora do The Diana Chronicles, citada na revista, explica que numa versão inicial da sua biografia, Ferguson revelou que tinha pedido uns sapatos emprestados a Diana e que depois de os usar ficou com verrugas nos pés.
Tal como seria de esperar, a princesa não gostou de ler isto e "apesar das desculpas de Fergie, Diana nunca mais falou com ela", explica a autora.
Já Paul Burrell, antigo mordomo da princesa, explicou à Marie Claire que a relação das duas mulheres "azedou" por outro motivo. "Diana pediu a Sarah para não falar sobre ela, os seus filhos [ William e Harry] ou a relação entre elas no seu livro, mas era pedir demais", contou.
Quando as suas memórias foram publicadas, em 1996, a princesa ficou, alegadamente, furiosa por existirem "referências a si, William e Harry ao longo de todas as páginas". "Diana sentiu-se usada e recusou-se a falar com Sarah", acrescentou.
