Afinal, que "doença grave" tem a Princesa da Noruega? Explicamos o diagnóstico
-
Margarida Ribeiro
- 28 mai, 19:00
Recentemente, o Príncipe Haakon da Noruega admitiu que a esposa, a Princesa Mette-Marit, está "gravemente doente". Esta notícia chega oito anos depois da princesa ter sido diagnosticada com fibrose pulmonar — em 2018.
Nos últimos dias, o nome de Mette-Marit — a princesa herdeira da Noruega — começou a aparecer nas notícias e, desta vez, nada tem a ver com as polémicas que envolvem a sua família ou o seu possível envolvimento com Jeffrey Epstein, mas sim com o seu estado de saúde.
Depois da cerimónia de entrega dos Prémios Abel, em Oslo, na passada terça-feira, 26 de maio, o seu marido, Príncipe Haakon, admitiu que a princesa está "gravemente doente" e que "preocupado" porque o estado de saúde da mulher "piorou bastante ultimamente".
Mette-Marit foi diagnosticada com fibrose pulmonar em 2018 e já participou em diferentes eventos oficiais a usar uma cânula de oxigénio, algo que usa "no dia a dia", confirmou o príncipe. Em 2025, a casa real confirmou que a princesa estava a ser avaliada para um transplante pulmonar, mas o marido não confirmou se já está, ou não, numa lista de espera.
O que é a fibrose pulmonar?
De acordo com a CUF, o termo define "a presença anómala de tecido fibroso ou cicatricial nos pulmões" que pode aparecer na "sequência de doenças pulmonares". Existem, aliás, "mais de 200 doenças que podem causar fibrose pulmonar e que interferem com a sua função, afetando a respiração, as trocas gasosas e, consequentemente, todo o metabolismo", acrescenta a rede de saúde.
Trata-se de uma "doença irreversível que se pode desenvolver de um modo muito gradual ou mais rápido".
Quais são os sintomas mais comuns?
Como interfere com com "a elasticidade do tecido pulmonar e com as trocas gasosas, os sintomas mais comuns são a tosse e a dificuldade respiratória, com inspirações e expirações mais curtas e rápidas".
No início, estes sintomas são, normalmente, "muito ligeiros e quase impercetíveis", mas "agravam-se à medida que a fibrose se desenvolve". Isto significa que a dificuldade respiratória pode ser "apenas evidente após um esforço físico mas vai passando a surgir mesmo após atividades muito simples como tomar banho, vestir-se ou comer".
Qual o tratamento?
Não existe uma cura para este problema de saúde. Por isso, "a estratégia terapêutica atual pretende impedir a formação de fibrose adicional e aliviar os sintomas já presentes", explica a CUF.
Em muitos casos, "os corticoides podem ser importantes quando existe uma componente inflamatória significativa". Já quando os níveis de oxigénio são reduzidos acaba por ser necessário fazer oxigenioterapia.
Já o "transplante pulmonar está reservado para os casos mais graves", ou seja, os que "não reagiram aos tratamentos".
RELACIONADOS
Com vontade de aproveitar os dias de sol? Trazemos uma lista de esplanadas a visitar
-
Redação
- 28 mai, 14:44
