Sabemos que os filhos de Kate e William não se sentam à mesma mesa de refeições dos pais e sabemos também que há pelo menos 30 lições que Kate Middleton passa aos três filhos, o Príncipe George, a Princesa Charlotte e o Príncipe Louis. Mas e o que ensinam no que diz respeito à saúde mental?
Essa é uma das prioridades do Príncipe William, conforme revelou numa recente entrevista ao programa Life Hacks: Mental Health Special da BBC, dizendo que em casa tenta criar um espaço seguro para que os filhos possam falar abertamente sobre o que sentem.
Na entrevista conduzida por Greg James, o Príncipe de Gales abriu as portas da intimidade familiar uma vez questionado sobre se os filhos falam livremente acerca dos seus sentimentos e do seu dia a dia. William respondeu com franqueza: "Sim, embora às vezes até demais”, disse, entre risos. Ainda assim, deixou claro que essa abertura é algo que valoriza profundamente.
O príncipe confessou que, quando George, Charlotte ou Louis têm algo para partilhar, fazem-no com todos os detalhes. “Adoro isso. É incrível”, afirmou, sublinhando que o mais importante é dedicar tempo a ouvir e a compreender. Reconhece, no entanto, uma dificuldade comum a muitos pais: a tentação de resolver imediatamente todos os problemas.
"Tenho de me lembrar que não é preciso resolver tudo, mas é preciso ouvir. E é fundamental aceitar esses sentimentos", explicou, frisando que, para a nova geração, compreender as próprias emoções deve ser encarado com naturalidade.
A aposta na saúde mental tornou-se ainda mais central na família real britânica após os recentes problemas de saúde que atingiram a Casa de Windsor – entre eles o anúncio da doença da mulher e o cancro enfrentado pelo pai, o Rei Carlos III – e, para o Príncipe William, esta é também uma questão histórica. “Para sabermos onde estamos agora, temos de perceber de onde vimos”, afirmou.
O príncipe recordou que as gerações anteriores viveram contextos marcados por traumas profundos, nomeadamente durante as Guerras Mundiais. Nesse cenário, falar de emoções não era uma prioridade e, muitas vezes, nem uma possibilidade. Criou-se, assim, uma cultura de silêncio que passou de geração em geração.
Assim, William acredita que cabe à sua geração quebrar esse ciclo. O objetivo é claro: educar George, Charlotte e Louis para que reconheçam a vulnerabilidade como parte da condição humana e para que saibam que pedir ajuda é um sinal de força, não de fraqueza.
