Usar protetor solar no rosto não é apenas uma preocupação de verão, deve ser um gesto diário durante o ano inteiro. Mesmo nos dias nublados ou frios, a radiação ultravioleta continua a atingir a pele, contribuindo para o envelhecimento precoce e aumentando o risco de cancro cutâneo. É por isso que dermatologistas insistem: o protetor solar deve fazer parte da rotina durante todo o ano, tal como escovar os dentes.
Mas e se o produto em que confiamos não proteger tanto quanto promete?
Um teste recente da DECO PROteste levantou dúvidas sérias sobre a eficácia de alguns protetores solares de rosto vendidos no mercado. Quatro produtos analisados revelaram qualidade insuficiente, ao oferecerem menos proteção contra os raios UVB (responsáveis pelas queimaduras solares) do que o indicado no rótulo.
Ainda mais preocupante: dois desses produtos também falharam na proteção contra os raios UVA, associados ao envelhecimento da pele e a danos mais profundos. Mas importa esclarecer: chumbar neste teste não significa ausência total de proteção. Significa que essa proteção é inferior à prometida, o que pode induzir os consumidores em erro e colocá-los em risco.
Os quatro protetores a evitar
Entre os produtos reprovados encontram-se opções de marcas conhecidas como Biotherm, Vichy, Rituals e Revùelle. Todos anunciam FPS 50+, mas os testes laboratoriais contam outra história.
Os produtos da Rituals e da Biotherm oferecem proteção equivalente a FPS 30 (proteção elevada);
já os da Vichy e da Revùelle ficam-se por FPS 25 (proteção média), sendo que estes dois também falham na proteção UVA.
Estes parâmetros – FPS e proteção UVA – são considerados essenciais, pois têm impacto direto na saúde dos utilizadores. Por isso, as classificações finais destes produtos foram negativamente afetadas.
Além disso, o teste identificou fragilidades no impacto ambiental destes protetores, embora este seja um problema transversal a várias marcas do setor.
A principal preocupação levantada pela DECO PROteste é, então, a falsa sensação de segurança. Um consumidor que escolhe um protetor FPS 50+ acredita estar altamente protegido, mas, na prática, pode estar apenas moderadamente protegido.
Isto é particularmente perigoso para pessoas com pele mais sensível ou vulnerável, como peles claras, com sardas ou com problemas dermatológicos. Nestes casos, a exposição inadequadamente protegida pode resultar em queimaduras, envelhecimento precoce e, em situações mais graves, cancro da pele.
Perante estes resultados, a DECO PROteste, em conjunto com organizações congéneres de vários países europeus, já denunciou a situação às autoridades de saúde, incluindo o Infarmed em Portugal.
Em alternativa? Mostramos outros protetores de rosto na galeria de imagens.
