Protetor solar facial | Fotografia: Pexels
Protetor solar facial | Fotografia: Pexels
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DECO PROteste desaconselha 4 protetores solares de rosto e explica porquê

Há quatro protetores solares de rosto que devem ficar de fora dos teus cuidados diários. Mas na galeria de imagens mostramos várias alternativas.

Usar protetor solar no rosto não é apenas uma preocupação de verão, deve ser um gesto diário durante o ano inteiro. Mesmo nos dias nublados ou frios, a radiação ultravioleta continua a atingir a pele, contribuindo para o envelhecimento precoce e aumentando o risco de cancro cutâneo. É por isso que dermatologistas insistem: o protetor solar deve fazer parte da rotina durante todo o ano, tal como escovar os dentes. 

Mas e se o produto em que confiamos não proteger tanto quanto promete?

Um teste recente da DECO PROteste levantou dúvidas sérias sobre a eficácia de alguns protetores solares de rosto vendidos no mercado. Quatro produtos analisados revelaram qualidade insuficiente, ao oferecerem menos proteção contra os raios UVB (responsáveis pelas queimaduras solares) do que o indicado no rótulo.

Ainda mais preocupante: dois desses produtos também falharam na proteção contra os raios UVA, associados ao envelhecimento da pele e a danos mais profundos. Mas importa esclarecer: chumbar neste teste não significa ausência total de proteção. Significa que essa proteção é inferior à prometida, o que pode induzir os consumidores em erro e colocá-los em risco.

Os quatro protetores a evitar

Entre os produtos reprovados encontram-se opções de marcas conhecidas como Biotherm, Vichy, Rituals e Revùelle. Todos anunciam FPS 50+, mas os testes laboratoriais contam outra história.

Os produtos da Rituals e da Biotherm oferecem proteção equivalente a FPS 30 (proteção elevada);
já os da Vichy e da Revùelle ficam-se por FPS 25 (proteção média), sendo que estes dois também falham na proteção UVA.

Estes parâmetros – FPS e proteção UVA – são considerados essenciais, pois têm impacto direto na saúde dos utilizadores. Por isso, as classificações finais destes produtos foram negativamente afetadas.

Além disso, o teste identificou fragilidades no impacto ambiental destes protetores, embora este seja um problema transversal a várias marcas do setor.

A principal preocupação levantada pela DECO PROteste é, então, a falsa sensação de segurança. Um consumidor que escolhe um protetor FPS 50+ acredita estar altamente protegido, mas, na prática, pode estar apenas moderadamente protegido.

Isto é particularmente perigoso para pessoas com pele mais sensível ou vulnerável, como peles claras, com sardas ou com problemas dermatológicos. Nestes casos, a exposição inadequadamente protegida pode resultar em queimaduras, envelhecimento precoce e, em situações mais graves, cancro da pele.

Perante estes resultados, a DECO PROteste, em conjunto com organizações congéneres de vários países europeus, já denunciou a situação às autoridades de saúde, incluindo o Infarmed em Portugal.

Em alternativa? Mostramos outros protetores de rosto na galeria de imagens. 

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