Falta pouco para a primavera — que começa a 20 de março — e para os dias mais amenos. Isto significa que certos problemas de saúde típicos da época podem surgir como as alergias. Existe, no entanto, outro que merece atenção: o aparecimento da lagarta do pinheiro.
Recentemente, a Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou um aviso nas redes sociais porque "o contacto com estas lagartas pode provocar reações alérgicas graves em pessoas e animais devido aos seus pelos urticantes".
Tendo isto em conta, recomendam que não toques nas lagartas, nem nos ninhos das árvores, e que mantenhas as crianças e animais de estimação afastados. Também não aconselham que tentes varrer ou mexer nos ninhos porque podes "libertar pelos urticantes no ar". Já nos animais, "o contacto pode causar lesões graves, sobretudo na língua e focinho".
Como se manifesta a alergia?
Segundo a CUF, "a reação alérgica provocada pela lagarta do pinheiro depende do grau de contacto", assim como da "sensibilidade de cada pessoa a alergias". Pode "manifestar-se ao fim de poucos minutos ou horas depois e provocar efeitos ao longo de várias horas ou mesmo dias".
Por isso, os sintomas mais comuns são "irritação cutânea com comichão ou ardor"; "eritema, pele vermelha"; "edema, inchaço"; "irritação ocular, semelhante a conjuntivite"; mas também "tosse e dificuldade em respirar, em caso de inalação".
O que fazer em caso de contacto com a lagarta do pinheiro?
"É importante eliminar a possível presença dos pelos como prevenção da reação alérgica", avisa a rede de saúde. Devem ser colocadas em prática algumas medidas de prevenção como "retirar a roupa e lavar a altas temperaturas"; "lavar bem a zona da pele ou os olhos com água fria corrente"; "remover pelos urticantes visíveis"; "aplicar creme hidratante na zona exposta"; e "tomar um anti-histamínico oral, caso disponível".
Já no caso de uma reação mais grave, "nomeadamente nos olhos ou sistema respiratório", o melhor será procurar assistência médica.
