Morreu, aos 92 anos, um dos elementos mais modestos e populares da realeza britânica: Katharine, a Duquesa de Kent. Trata-se uma notícia confirmada pela própria família real através de um comunicado partilhado nas redes sociais.
Katharine "faleceu pacificamente na noite" da passada quinta-feira, 4 de setembro, no Palácio de Kensington, no Reino Unido, "rodeada pela sua família", lê-se na nota. Será lembrada pela família, o marido, os filhos e os netos, com "carinho", especialmente pela sua "dedicação ao longo da vida a todas as organizações com as quais estava associada", assim como pela "sua paixão pela música e a sua empatia pelos jovens".
Quem era Katharine, a Duquesa de Kent?
Nasceu com o nome Katharine Lucy Mary Worsley em Yorkshire, em 1933, e, anos mais tarde, em 1961, casou-se com o Prince Edward, o Duque de Kent. Escolheram a Catedral de York para a cerimónia, a primeira vez, em mais de 600 anos, que o local recebeu um casamento real.
Foi, em vários sentidos, uma pioneira na família real britânica. Por exemplo, em 1994, converteu-se ao catolicismo. Com a bênção da Rainha Isabel II, a duquesa acabou por ser o primeiro elemento da realeza a fazê-lo desde o Rei Carlos II, que se converteu à fé no seu leito de morte, em 1685, lê-se no The Irish Times.
Também conseguiu destacar-se pela forma como lidou com o luto e o serviço. Katharine sofreu, em 1975, um aborto espontâneo e, dois anos depois, em 1977, deu à luz um nado-morto. Sempre falou abertamente sobre as consequências emocionais destes momentos quebrando alguns tabus, explica a People.
Já em 2002 pediu formalmente para retirar o Sua Alteza Real do seu nome. Começou, assim, a ser chamada apenas de Katharine Kent e tornou-se professora de música na Wansbeck Primary School, em Hull.
Ninguém sabia que a professora de música era, na realidade, um elemento da família real britânica, contou a própria ao The Telegraph, em 2022. Deu aulas durante 13 anos e, com o gosto pela música, em 2004, cofundou Future Talent, uma instituição que cria oportunidades para jovens músicos do Reino Unido, lê-se na Hello.
Mas, atenção, a duquesa nunca desapareceu completamente e assistia, regularmente, ao Torneio de Wimbledon. Protagonizou, aliás, um momento especial, em 1993, em que decidiu consolar Jana Novotná, após uma derrota.
Era tudo isto que fazia uma pessoa acarinha e na publicação sobre a sua morte os comentários multiplicam-se. Muitos descrevem a duquesa com palavras como "gentil", "atenciosa", "maravilhosa" e "elegante".
