Kate Middleton e Príncipe William | Fotografia: Getty Images, Chris Jackson
Kate Middleton e Príncipe William | Fotografia: Getty Images, Chris Jackson
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O escândalo que assombra a realeza: Kate Middleton e William entre as vozes que reagiram

Nos Epstein Files apareceram nomes de figuras bem conhecidas, incluindo membros de famílias reais europeias... e as reações não tardaram a surgir.

Jeffrey Epstein e a polémica que o envolve, assim como a inúmeras figuras poderosas e bem conhecidas do público, continua a dar que falar... E, claro, as conversas intensificaram-se desde o momento em que as provas reunidas passaram a estar acessíveis online (sim, qualquer pessoa as pode consultar). 

Epstein — que morreu em 2019 na prisão — e os seus cúmplices são acusados de crimes como abuso sexual de menores e tráfico sexual. Mas quem são, afinal, os seus cúmplices? Para já as provas reunidas mencionam nomes como Bill Gates, Bill Clinton, mas também elementos de famílias reais, como a britânica. 

Reação de William e Kate 

Príncipe Andrew, o irmão mais novo do Rei Carlos III, surge como uma das figuras mais envolvidas neste escândalo. Isto porque em 2021 foi acusado de abuso sexual de uma menor ligada a Epstein, Virginia Giuffre, acusação que sempre negou e que apenas chegou ao fim através de um acordo extrajudicial.

Andrew acabou por perder os seus títulos oficiais, mas, entretanto, o seu nome voltou às bocas do mundo porque apareceram mais imagens suas com Epstein, e outras mulheres, algumas menores, não identificadas. 

Mas não foi o único britânico em posição de poder mencionado nos Epstein Files (nome dado aos arquivos)... Também Sarah Ferguson, sua ex-mulher, recebeu críticas por ter mantido contacto social e recebido dinheiro de Epstein.

Estes ficheiros também mencionam Peter Mandelson, político britânico do partido trabalhista, mas apenas como um contacto, o próprio negou qualquer envolvimento ilegal e nunca foi acusado nem condenado.

É, sem dúvida, uma crise para o Reino Unido e os Príncipes de Gales, William e Kate, comentaram, indiretamente, a situação.

Em declarações aos jornalistas, um porta-voz da família real falou sobre a situação em nome do casal e disse: "Posso confirmar que o Príncipe e a Princesa estão profundamente preocupados com as revelações contínuas", lê-se na CNN Internacional. Revelou ainda que "os seus pensamentos continuam focados nas vítimas". 

Reação do Palácio Real da Bélgica

Também a família real belga foi obrigada a comentar o caso devido a um email que está nos arquivos. Foi enviado em 2011 por Lawrence Krauss, físico norte-americano, e serviu para informar Epstein que "a rainha da Bélgica envia os seus cumprimentos" do Fórum Económico Mundial em Davos, Suíça. Na altura, a rainha do país era Paola, esposa de Alberto II.

Entretanto, o Palácio Real da Bélgica decidiu esclarecer a situação revelando que nesse ano, a rainha "não esteve presente no Fórum Económico Mundial em Davos. Portanto, ela não poderia ter enviado saudações de Davos a ninguém", lê-se na Hola. Foi, na verdade, a Princesa Mathilde, agora rainha do país, a marcar presença neste evento naquele ano, na companhia do seu marido, o então Príncipe Philippe.

"Como ela nunca conheceu Jeffrey Epstein pessoalmente nem teve qualquer contacto com ele de qualquer outra forma, obviamente não lhe enviou saudações através de Lawrence Kraus, de quem a rainha também não tem qualquer memória", acrescenta o Palácio Real. 

Já o Príncipe Laurent, irmão do Rei Philippe, admitiu conhecer e ter-se encontrado com Jeffrey Epstein em duas ocasiões, uma vez na década de 1990 e outra no início da década de 2000. "Quero acabar de uma vez por todas com os rumores sobre o caso Epstein", escreveu em comunicado.

"Durante os meus estágios na ONU e num banco no distrito financeiro de Nova Iorque, Epstein contactou-me várias vezes", explica. "Fez-me perguntas às quais nunca respondi. Queria conhecer os meus pais para os apresentar aos seus amigos bilionários: disse-lhe que os meus pais não estavam à venda nem para serem exibidos", acrescentou o príncipe. 

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