Porreiro
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Há quem diga que são as melhores batatas fritas que se encontram por Lisboa

Dizem que é a melhor batata frita e, dado o processo até chegar à mesa, não admira que receba tantos elogios.

Praticamente tudo o que é bom e bem feito, leva tempo. Tal aplica-se ao trabalho, ao artesanato, à arte, e também à gastronomia. Que o diga Jorge Ferreira, mais conhecido nas redes sociais como Gastropiço, que abriu no final de 2025 o projeto Porreiro, localizado no Centro Comercial Golden, em Coimbra.

É nada mais do que uma hamburgueria que, apesar de pequena, assume todo o processo de produção. O pão? É feito na casa. A batata frita? É caseira. E a carne? É 100% Minhota e passa na grelha antes de ser colocada entre fatias de pão. 

Ora, apesar de falarmos de uma casa de hambúrgueres, vamos focar-nos antes na batata frita. Isto porque tem dado muito que falar. Nos comentários do Google, há quem teça rasgados elogios à batata frita que acompanha os hambúrgueres. Eis alguns exemplos: "Estava tudo ótimo. As batatas são mesmo muito muito boas, tal como o molho", diz um deles. "As batatas fritas mais rústicas estavam excelentes, com um sabor característico e acompanhadas por um molho divinal, que elevou o conjunto", pode ler-se noutro. 

Mas qual é, então, o segredo destas batatas fritas?

Primeiro, a variedade. É apenas usada batata Agria da Gandaresa, uma marca de batata premium, ideal para fritar, graças à textura e teor de amido. 

Depois, todo o processo conta. A equipa do Porreiro começa por lavar a batata, depois disso é cortada à manivela e é selecionada à mão por uma pessoa especializada no assunto. "Isto parecendo que não, é uma parte importante", afirma o Gastropiço, acrescentando que é o que evita que haja pedaços de batata queimados durante o processo e que, desse modo, estraguem toda a experiência final. 

Depois de cortada e bem lavada, a batata vai para um bisarma, chamado Aravan, e pode ser colocada só em água fria em repouso de um dia para o outro, ou então numa Brine, que é uma solução aquosa que junta água, sal e vinagre.

O sal é o que vai ajudar na textura, uma vez que puxa a água da batata e dá-lhe uma consistência diferente. Com esta expulsão de água, ajuda também com que a gordura não seja tão absorvida pela batata, ficando a batata a ganhar em termos de sabor. Já o vinagre faz com que ela mantenha a forma e não fique tão quebradiça, para além de prevenir a oxidação. 

A batata é, depois, pré-frita a 150ºC, durante 7 minutos. Depois disso, volta para um recipiente, e é colocada novamente no frio para baixar a temperatura e para que, quando for fritar, a 190ºC, tenha um choque térmico que, supostamente, "melhora a capa exterior da batata para ficar mais crocante, mas ainda por dentro ter a consistência mole".

Para além a batata frita do Porreiro envolver um processo moroso, há outro fator que faz com que esgote rapidamente. 

"Temos um problema que é: armazenamento e logística. Aqui neste espaço nunca podemos ter quantidades ilimitadas de batata. Às vezes vocês vêm aqui, cheios de fome, e gastam-nos 60 kg de batata de uma vez e nós não temos hipótese, não conseguimos fazer mais do que isso", justifica Jorge Ferreira. 

Cada dose de batata só custa €3. 

É claro que, sendo esta uma casa de hambúrgueres, estes não fiquem aquém, havendo duas opções: o Porreiro, com carne, cheddar, cebola, pickles e molho (€9,50); e o Porreirão, com duas carnes, cheddar duplo, cebola, pickles e molho (€13,50). 

Mostramos os hambúrgueres e batatas na galeria de imagens. 

 

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