Conhecemos de cor a gastronomia italiana, espanhola e até a nepalesa, com os seus pratos condimentados. Mas, afinal, em que consiste a cozinha libanesa? Foi o que fomos descobrir ao Maída.
Localizado na Rua da Boavista, zona do Cais do Sodré, em Lisboa, este restaurante abriu portas em maio para oferecer uma gastronomia do mediterrânico moderno, juntando, ao mesmo tempo, influências da Síria e da Grécia, e ainda um toque libanês.
Este é bem visível através do Manouche Saj, pão flat de trigo integral feito na hora na grelha SAJ que está (quase) sempre presente em todos os pratos. Tem tanto de macio, como de estaladiço, e é parte essencial de uma refeição libanesa.
É que de outra forma, como é que provaríamos o Labneh, uma mistura cremosa com legumes picados, azeitonas e azeite (€7,80) ou o Honey Roasted Halloumi, queijo halloumi com mel e tomatinhos assados, tomilho fresco (€9,30)? E mais: como é que daríamos conta do prato da carta que mais nos conquistou, uma versão salgada de um crème brûlée, o Feta brûlée, quejio feta com pasta de malagueta suave e açúcar caramelizado (€9,70)?
Se acham que ficávamos por aqui, estão enganados. Eis que Anna Maria Baydoun, jovem libanesa que fundou o restaurante juntamente com Anthony Reachi, nos convida a experimentar uma das saladas – e porque não as duas – que fazem parte da cozinha libanesa. São rivais, havendo quem puxe mais pela Tabbouleh, com salsa, tomate, hortelã, cebola verde, molho de limão e azeite (€12,20), e quem prefira, sem sombra de dúvidas, a Fattoush, com alface, salsa, hortelã, tomate cherry, pepino, pimento, cebola verde, rabanete, pão de zaatar, molho cítrico (€11,50).
Quem ganha o duelo na opinião da VERSA? A Fattoush, por ser refrescante e leve.
Para além das opções para petiscar, a carta inclui ainda pratos principais, como o Shawarma, com batatas fritas, salada de cebola e salsa, tomate, pickles, molho de tahini e pão saj (€17,30) e o Chicken Breast, com orégãos, batatinhas baby e tomate cherry, molho de iogurte e ervas, pensado para comer sem cerimónias (€15,60).
Quanto a sobremesas, vão do Tiramisù para partilhar (€10,20) a um doce típico libanês, o Znoud el Set, com massa filo de baklava, recheio de ashta, xarope doce, pistáchio triturado (€4,20 por unidade).
Anna não só está na cozinha, como é parte responsável pela decoração do espaço, não fosse ela uma designer com um apurado sentido estético. Os tons terrosos são acolhedores, o espelho no centro da sala dá dimensão ao espaço e as luzes médio/baixas tornam o ambiente mais intimista.
A contribuir também para o ambiente está a música, havendo todas as semanas DJs de diferentes estilos, e ainda a zona onde o bartender prepara as bebidas, que vão dos cocktails com álcool, como o Warda, com Bourbon, doce de rosas e gengibre (€12) ou o Soraya, com arak, rum, limão, espuma de ginjinha (€14), ou, nos mocktails, o Kombucha Mojito, refrescante e rico em probióticos (€5).
Na galeria de imagens encontras alguns exemplos do que uma experiência no Maída pode oferecer.
