Quando vamos a um novo restaurante, a indecisão sobre o que escolher da ementa é grande porque queremos conhecer o máximo possível. No entanto, se não houver quantidade suficiente de pessoas para partilhar, ficamos limitados a um prato principal e pouco mais. A não ser que optemos pelos novos menus de degustação do Po Tat, restaurante no Palácio do Governador, em Belém.
O restaurante acaba de lançar um menu de degustação tradicional e outro vegetariano, sendo ambos resultado de uma seleção cuidada da carta mãe.
"Primeiro construímos a nossa carta e depois, a partir dela, fizemos o menu de degustação normal e o vegetariano", diz à VERSA o Chef Executivo André Santos. Esta é, assim, a melhor forma de conhecer a essência do Po Tat numa primeira visita. "Há pessoas que procuram uma experiência mais completa e se pedirem o menu de degustação têm um pouco da história do nosso menu", completa o Chef.
André Santos começou por se formar em Cozinha na Escola da Pontinha, estagiando depois num hotel em Linda-a-Velha. De seguida foi trabalhar para o Taberna 1300 do Chef Nuno Barros, juntou-se posteriormente ao Chef Kiko, que na altura ainda só tinha o Talho, e esteve ainda no Bairro Alto Hotel, onde permaneceu mais tempo. Entretanto, em 2024, decidiu então abraçar o projeto Po Tat.
O conceito do restaurante é uma fusão entre a tradição portuguesa e as influências asiáticas, numa cozinha inspirada na época dos Descobrimentos. E isso vê-se não só na carta, como no ambiente em tons de azul escuro, que nos remetem para os oceanos, e tons quentes, que nos transportam para as rotas das grandes explorações portuguesas. O trabalho de decoração é assinado pela designer Nini Andrade Silva.
Como se tudo não bastasse, os tetos de pedra e as abóbadas originais transportam-nos para outro tempo que não o presente. Pelo menos até nos despertarem a atenção com os primeiros pratos.
A VERSA optou pelo menu de degustação vegetariano, precisamente para perceber o quão desafiante pode ser levar a tradição portuguesa com técnicas asiáticas para cada um dos oito momentos. Tudo começa com Gyosa de Cenoura e Kimchi e Puri de Manga com Tofu Fumado e Huacatay, dois pratos que nos levam mais para oriente do que para território nacional. Mas esse momento não tardava porque, logo de seguida, veio o pão, acompanhado de azeite fumado.
Os momentos continuam com um dos best sellers da carta, os Cogumelos Ostra Grelhados, que prometem agradar a vegetarianos e não vegetarianos.
"Acho que o resultado final transmite um pouco do que queremos passar ao cliente, ou seja, técnicas asiáticas com produtos portugueses. Toda esse casamento acaba por nos deixar contentes. Quando os fizemos pela primeira vez, o que nos veio à cabeça, devido às pontas do cogumelo assadas, é que parece frango assado", comenta o Chef André.
Apesar de estarmos já compostos, os momentos continuam, seguindo-se a criativa Pack Choi com Amêndoa e Laranja e ainda um Dunburi de Beringela com Pesto de Caju e Dengaku. Isto antes das sobremesas, Parfait de Manga e Curcuma com Gelado de Arroz Negro e Merengue de Yuzu e Pastel de Nata.
"No início criámos o menu de degustação vegetariano para cativar algum público vegetariano e depois, sim, começou a ter mais procura.
No entanto, procura óbvia tem também o menu tradicional, igualmente com oito momentos, partilhando com o vegetariano apenas os Cogumelos Ostra, o pão e as sobremesas. De resto, inclui Rissol de Lula e Berbigão "Bulhão Pato", Tiradito de Lírio, Tamboril Grelhado Malai Tikka e Ribeye de Novilho.
O menu de degustação tradicional custa €65 (sem bebidas) e o vegetariano custa €55 (sem bebidas).
