A Ryanair oferece um bónus aos funcionários que apanharem malas que não ultrapassam as dimensões obrigatórias | Fotografia: Getty, Mirrorpix
A Ryanair oferece um bónus aos funcionários que apanharem malas que não ultrapassam as dimensões obrigatórias | Fotografia: Getty, Mirrorpix
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No mínimo, surpreendente: Ryanair oferece bónus aos funcionários que apanham malas fora das dimensões

Já sabíamos que as companhias áreas low-cost têm restrições rigorosas no tamanho das malas, mas não estávamos a par de outro detalhe importante...

Quem gosta de viajar sem gastar muito dinheiro está mais do que familiarizado com as companhias áreas low-cost e o seu funcionamento. Entre as mais populares está, claro, a Ryanair que chega a vários países europeus.

É, aliás, conhecida por ter algumas das políticas mais restritivas no que diz respeito ao tamanho das malas de cabine e, recentemente, um detalhe surpreendente ajudou-nos a perceber ainda melhor a situação.

Segundo Michael O'Leary, CEO da Ryanair, citado no The Times, o número de infratores, ou seja, indivíduos com bagagem que ultrapassa as dimensões obrigatórias, está a descer significativamente ao longo dos últimos tempos.

O que mudou? Parece que o CEO oferece um bónus aos funcionários que apanhem passageiros com malas demasiado grandes. Sim, estás mesmo a ler bem... Em causa está um bónus de €2,50 por mala, explica o jornal britânico. 

Isto, claro, está a motivar os funcionários a aplicar taxas extra — que podem chegar às 75 libras (cerca de 86 euros) — aos passageiros com malas fora do exigido e a resultar nesta diminuição de infratores. 

"Há cerca de cinco anos que temos vindo a tomar medidas" e "o número de casos reduziu", explicou o O'Leary. Revela ainda que "anteriormente, cerca de 0,5% dos passageiros" aparecia no aeroporto com bagagem de grandes dimensões e, agora, "esse número baixou para menos de 0,1%". 

Entretanto, o jornal fez as contas e tendo" em conta que cerca de 200 milhões de pessoas voam anualmente com a Ryanair, esta medida significa estas taxas são aplicadas a menos de 200 mil indivíduos por anos". 

E, atenção, o CEO não tem qualquer tipo de problema ou remorso com esta medida. "Não peço desculpa de forma alguma", afirmou quando decidiu aumentar este bónus dos funcionários em um euro no ano passado, lê-se no The Guardian

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