Na primavera, há um ritual que regressa todos os anos: o de voltar a usar saia. Com a subida das temperaturas, apetecem-nos peças mais leves e, em 2026, há um estilo de saia que se destaca. Tudo por causa das últimas Semanas de Moda Internacionais em que foram apresentadas as coleções outono/inverno 2026-27.
Casas como Chanel, Prada, Balenciaga e Bottega Veneta apostaram fortemente neste elemento, explorando volumes, texturas e comprimentos diversos. Entre todas as propostas, um modelo destaca-se: a saia lápis.
Em 2026, a saia lápis regressa com nova energia, mais ousada, mais versátil e, sobretudo, mais contemporânea. Nos desfiles de Saint Laurent e Jil Sander, por exemplo, surgiu reinterpretada em materiais inesperados como couro ou renda, afastando-se da sua imagem tradicional.
Um ícone com história
Para perceber o impacto deste regresso, é preciso recuar no tempo. A saia lápis teve o seu auge entre as décadas de 1950 e 1960, quando a silhueta feminina era marcada por linhas ajustadas e elegantes, tendo sido popularizada por criadores como Christian Dior (que ajudou a definir o “New Look” no pós-guerra).
Já nas décadas seguintes, especialmente nos anos 80 e 90, voltou a ganhar protagonismo no contexto profissional, devido à crescente presença das mulheres no mundo corporativo.
O que muda para os dias de hoje? É a capacidade de adaptação das saias lápis, que já não se cingem ao mundo empresarial. São perfeitas para um passeio de fim de semana ou um jantar que quebra a rotina.
Embora as coleções apresentadas para o inverno 2026/27 só cheguem às lojas no final do ano, o impacto já se faz sentir. Basta ver as ofertas da Zara à Guess.
