Donald Trump fez um anúncio que deixou muitas pessoas boquiabertas. Não, não estamos a falar de uma nova lei ou mudanças nos impostos. Parece que o Presidente dos Estados Unidos quer mudar a receita da Coca-Cola.
Qual a grande mudança em questão? Substituir o xarope de frutose de milho por cana de açúcar na lista de ingredientes. Isto já acontece em alguns países como no México. Já na Europa, incluindo em Portugal, "usa-se açúcar como edulcorante", lê-se website oficial da marca.
Este pedido surge depois de Robert F. Kennedy, Jr., o secretário de Saúde e Serviços Humanos de Trump, chamar o xarope de milho rico em frutose uma “fórmula para o tornar obeso e diabético”, explica a CNN Portugal.
Parece que a Coca-Cola ouviu mesmo o presidente e, recentemente, anunciou que está a planear um novo lançamento, uma versão da icónica bebida com cana de açúcar norte-americana.
Será uma opção realmente mais saudável? "O nosso corpo não vai saber se é açúcar de cana ou xarope de milho rico em frutose. Só sabemos que é açúcar e que precisamos de o desfazer", avisa Caroline Susie, uma dietista, citada no The Independent.
Também perguntámos a Magda Roma, uma nutricionista, e a conclusão não foi muito diferente.
Segundo a especialista, "a diferença nutricional e o impacto inflamatório entre o açúcar de cana e o xarope de milho são aspetos importantes a serem considerados para entender como esses adoçantes afetam a saúde".
Explica que "o açúcar de cana é um hidrato de carbono simples que consiste principalmente em sacarose, o xarope de milho é composto principalmente de glicose e frutose, sendo o xarope de milho de alta frutose (HFCS), usado na receita deste refrigerante, frequentemente criticado por contribuir para o aumento da obesidade e outras doenças metabólicas".
Sobre o refrigerante em si, a nutricionista não tem muitos elogios a fazer. "É desinteressante para a saúde." Independentemente dos tipo de açúcar utilizado, não vê "qualquer vantagem a partir do momento que estes estão associados à inflamação, resistência à insulina, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares", acrescenta.
"Trata-se de uma bebida de ingestão rápida e de, também rápido momento de prazer. Temos que avaliar se o prazer de escassos segundos é compensatório para o prejuízo na saúde."
