Respiração | Fotografia: Frank Bienewald/LightRocket, Getty
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O que um pneumologista tem a dizer sobre a reabilitação respiratória

Um artigo educativo sobre a Reabilitação Respiratória (RP), assinado por Bruno Cabrita, médico pneumologista da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Dr. Bruno Cabrita

A Reabilitação Respiratória (RR) tem um papel fundamental no tratamento das doenças respiratórias, apesar de ainda ser subutilizada a nível mundial (acessível a menos de 3% dos doentes). Consiste num tratamento não-farmacológico constituído por dois pilares essenciais: educação sobre a doença e treino de exercício físico.

O principal objetivo é melhorar as capacidades de autogestão da doença por parte dos doentes e dos seus familiares/cuidadores, de melhorar os seus sintomas, a tolerância ao esforço, diminuir a necessidade de recorrer aos cuidados de saúde, melhorar a qualidade de vida e diminuir a mortalidade.

Praticamente qualquer doente com patologia respiratória pode beneficiar de RR. Os doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) são os que têm mais evidência científica dos benefícios. Contudo, outras patologias têm sido estudadas nos últimos anos e demonstrado também significativos benefícios, tais como: asma, bronquiectasias, doenças do interstício pulmonar, cancro do pulmão ou patologias da pleura.

As principais barreiras ao acesso à RR incluem:

- A escassa referenciação por profissionais de saúde;

- A reticência por parte dos doentes em aceitar realizar um tratamento que inclui exercício físico, quando os seus principais sintomas ocorrem durante o esforço;

- A dificuldade em conseguir meios de transporte que assegurem o acesso aos programas;

- O escasso número de programas de RR disponíveis e, por vezes, com escassa capacidade de resposta.

O desenvolvimento de mais programas é o principal fator que pode aumentar a resposta, sobretudo programas menos tradicionais (comunitários, domiciliários, por telemedicina…), com menos recursos e que possam intervir em doentes, mesmo à distância, ultrapassando, desta forma, as barreiras que continuam a existir.

Estimular mais profissionais a dedicar-se a esta área é fundamental, bem como sensibilizar e atrair mais financiamento para o desenvolvimento e manutenção dos programas. É também importante atuar junto da população e sensibilizar para a existência deste tratamento e dos benefícios que a mesma traz, ultrapassando mitos e crenças pouco fundamentadas.

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