Mesmo os mais desatentos já perceberam que o triângulo amoroso que está a marcar a mais recente edição da Casa dos Segredos da TVI acabou por se transformar num dos assuntos mais falados nas redes sociais em Portugal, mas também em muitos outros países, como o Brasil.
Diogo e Eva, os protagonistas desta história, entraram no programa como um casal — e era esse o segredo de ambos. Depois, com o tempo, o jovem de 23 anos começou a aproximar-se de outra concorrente, Ariana. Quando os segredos foram revelados tanto o público como os concorrentes acabaram por ficar chocados e as reações não foram as melhores. Aliás, muitos consideraram o jovem "narcisista manipulador", e a VERSA chegou, assim, a pedir a Maria Moreno, médica psiquiatra, para esclarecer estes conceitos.
Mas, claro, um triângulo amoroso mediático não é inédito e, muitos anos antes, outro caso teve sob os holofotes do escrutínio público e com maior projeção do que a casa mais vigiada do país, mais concretamente, um caso em Hollywood que chocou o mundo. Quem foram os envolvidos? Ingrid Bergman, a protagonista de um dos filmes mais icónicos de sempre, o Casablanca, Petter Lindström, neurocirurgião, e Roberto Rossellini, realizador italiano.
O que sabemos sobre o triângulo amoroso que chocou um país (e o mundo)
Bergman era casada há dez anos com Lindström e tinham uma filha, Pia, mas a relação acabou por chegar ao fim quando a atriz sueca abandonou a família para ir "viver para Itália com Rossellini", explica o Los Angeles Times.
Mais especificamente, o caso começou em 1948, mas o divórcio só foi oficializado em 1950. Isto significa que ao longo de dois anos, Bergman e Rossellini estiveram juntos e chegaram a ter um filho, Roberto, enquanto a atriz ainda estava casada com o neurocirurgião.
Na altura, os fãs da atriz "ficaram horrorizados ao descobrir que a sua estrela de cinema favorita era apenas humana" e "o caso chegou mesmo a ser denunciado no plenário do Senado dos Estados Unidos".
Ingrid e Roberto acabaram por se casar e tiveram mais duas filhas: Ingrid e Isabella Rossellini. Com tudo isto, ao longo dos oito anos de casamento, o tempo que o casamento durou, a carreira da atriz estagnou.
Depois do divórcio, Ingrid conseguiu regressar ao grande ecrã e acabou por se tornar uma das atrizes mais premiadas da história do cinema. Chegou, aliás, a receber Oscars de Melhor Atriz e de Melhor Atriz Secundária pelos filmes Gaslight (1944), Anastasia (1956), e Murder on the Orient Express (1974).
