Duas vezes por ano, os amantes de moda, digital influencers, editores e buyers, viajam entre as capitais da moda para conhecer as novas tendências. Muitos referem-se a estas temporadas - outono/inverno e primavera/verão - como fashion month (mês da moda, em português) que começa em Nova Iorque, Estados Unidos, e acaba em Paris, França, mas faz paragem, claro, em Milão, Itália.
É sobre o que aconteceu na cidade italiana que queremos falar. Durante uma semana, entre 22 e 29 de setembro, aconteceram quase 100 desfiles, em lugares como a Pinacoteca di Brera, o museu que recebeu a última coleção desenhada por Giorgio Armani para a sua marca homónima, o criador faleceu no início de setembro aos 91 anos.
Para além deste emocionante desfile, a agenda do evento incluiu as apresentações de coleções de outras marcas, como a Prada, The Attico, Diesel, Fendi, e ainda Dolce & Gabanna, desfile que ficou marcado pela presença de Meryl Streep em personagem como Miranda Priestly do filme Diabo Veste Prada 2.
Também foi uma semana marcada pela grande estreia de Dario Vitale na direção criativa da Versace, um cargo que foi de Donatella Versa, irmã do fundador Gianni Versace, ao longo das últimas décadas. Já Demna Gvasalia, ex-Balenciaga, estreou-se como diretor criativo da Gucci, mas não com um desfile. Decidiu criar, com Spike Jonze, realizador norte-americano, uma curta-metragem chamada The Tiger.
Dito tudo isto, vamos ao que realmente importa: as tendências. Depois de analisarmos as imagens e vídeos dos melhores desfiles da temporada chegamos a algumas conclusões.
Camadas e mais camadas
Geralmente, os outfits com camadas ficam para o inverno, mas, no próximo ano, começam a sair do armário mais cedo. Por exemplo, marcas como a Prada, a Missoni e MSGM, mostraram que as camadas não são algo exclusivo do inverno. Podem ser compostas por camisas leves, malhas finas, cardigans e rendas.
Adeus, office siren. Olá, sexy librarian
Está na hora da office siren dar lugar a outra tendência, muito semelhante, mas que destaca versões mais arrojadas de clássicos da alfaiataria e workwear, a sexy librarian. Estamos a falar de casacos extra curtos, saias justas, óculos de leitura e saltos (muito) altos, como apareceram nas coleções da The Attico, Jil Sander e Fendi.
Tops são coisa do passado
Parece estranho, mas, em Milão, os tops foram substituídos por sutiãs feitos de diferentes materiais da clássica renda, na Dolce & Gabbana, aos tecidos cravados de joias, na Versace. Também estiveram em destaque na Prada e na Emporio Armani.
Ainda não estamos fartos do amarelo
Sim, o butter yellow (amarelo manteiga, em português) dominou o ano e parece que no próximo ano uma das cores tendência pode ser algo semelhante. Bottega Veneta, Tod's e Ferragamo incluíram, nas suas coleções, múltiplas peças num tom de amarelo mais forte que chama a atenção de qualquer um.
Casacos: quanto mais dramáticos melhor
Engana-se quem pensa que os casacos são apenas para os dias frios. Podem ser uma forma incrível de completar um look e que o digam os diretores criativos da Gucci, Dolce & Gabbana e Fendi. Todas incluíram, nos seus desfiles, coordenados com casacos dramáticos, coloridos, volumosos e feitos de materiais como pelo.
