Valham-nos 8 tendências depois da Alta-Costura. Porque a realidade parece-nos ligeiramente despida
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Vanda Jorge
- 11 jul, 06:59
Depois de dias de fantasia, dramatismo, criatividade sem limites e criações que desafiam a gravidade, voltar à realidade nunca é fácil. A Semana de Alta-Costura de Paris acabou, mas deixou-nos tendências que tornam a espera pelas coleções de outono/inverno um pouco menos despida de imaginação.
Se o objetivo da Alta-Costura é fazer sonhar, Paris voltou a cumpri-lo na perfeição. Entre estreias aguardadas, ateliers a desafiar os limites do savoir-faire e coleções em que a moda foi fantasia e foi inovação, a Semana de Alta-Costura confirmou que ainda há espaço para o extraordinário. O espetáculo terminou, mas deixa-nos oito tendências para o outono/inverno 2026/27.
1- Aviso: há plumas por todo o lado
Se houve um detalhe transversal às coleções, foram as plumas. Aplicadas em vestidos, capas, golas e até acessórios, surgiram em versões delicadas ou mais extravagantes, criando movimento e dando uma dimensão quase etérea ou teatral às peças.
2 - Quem disse que flores só na primavera?
Parece que as flores ignoraram o calendário (pelo menos o da moda) e vão florescer em pleno inverno. Mais do que padrões florais românticos e tradicionais, apareceram como um clássico intemporal em bordados, aplicações esculturais e em detalhes preciosos feitos à mão. Em algumas coleções, pareciam crescer organicamente nos vestidos, reforçando a ligação entre a Alta-Costura e a natureza.
3 - Quando menos é mais pele
A pele à mostra voltou a ganhar protagonismo com decotes profundos em vestidos fluidos ou estruturados, relevando mais sem nunca perder elegância. A sensualidade para a estação é confiante e subtil, privilegiando a construção da peça em vez do seu impacto imediato.
4 - O inverno deixou de ser cinzento
Depois de vários invernos dominadas pelos tons neutros, as cores primárias dominaram a Semana de Alta-Costura. Vermelho vibrante, azul intenso e amarelo luminoso surgiram em coordenados monocromáticos a reforçar a arquitetura das peças. Parece que a moda se quer com energia, otimismo e atitude visual.
5 - A moda como exercício de fantasia
De forma mais ou menos literal, se há tendência que traduz o espírito da próxima estação é a fantasia. As capas dramáticas, os vestidos dignos de princesas contemporâneas, os bordados de sonho e até os detalhes pareceram saídos de verdadeiros contos de fadas.
Num contexto global marcado pela incerteza, a Alta-Costura respondeu com sonho, escapismo, emoção e imaginação.
6. A arte dos plissados
São um clássico da Alta-Costura e regressaram renovados. Mais do que a criar movimento, os plissados desenharam formas quase esculturais em Paris. Em vestidos fluidos ou construções arquitetónicas, provaram que uma técnica centenária continua a surpreender quando é reinterpretada pela arte dos ateliers das grandes Casas de moda.
7 – Curvas sob medida
A cintura voltou a assumir protagonismo em corsets reinventados, cinturas extremamente definidas, ancas acentuadas e ombros estruturados. Sem seguir uma ideia clássica de proporção, mas explorando novas formas de desenhar o corpo através da construção das peças.
8. Animais à solta
A natureza esteve presente muito para além das flores e a moda mostrou o seu lado mais animal nesta Semana de Alta-Costura. Houve pássaros, borboletas, ursos, cisnes em bordados, joias e em detalhes que revelaram uma estética orgânica e doses de fantasia em várias coleções.
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