Naturist Summer Retreats
Naturist Summer Retreats | Fotografia: D.R.
Nécessaire

Nestes retiros, "a parte mais desafiante é… ter de vestir roupa de novo"

Neste verão podes fazer um retiro diferente de tudo o que conheces. Aqui os participantes despem a roupa e os tabus num ambiente seguro e no coração do Alentejo.

Um retiro naturista? Despe-te de tabus no Alentejo

Uma aldeia para descobrir um outro Alentejo

Os retiros são já há alguns anos uma moda que veio para ficar, no entanto, os retiros de que habitualmente ouvimos falar estão ligados a práticas de yoga e de meditação, sempre convidando a uma introspecção e relaxamento da mente. E se dissermos que existe um retiro que pretende, em vez disso, agitar a mente? 

Falamos no Naturist Summer Retreats, retiros organizados pela terapeuta tântrica Carolina Turboli, brasileira que está há sete anos em Portugal a mudar mentalidades. Estes retiros são, como o nome indica, naturistas, o que significa que os participantes despem as roupas para participar. Mas despem mais do que isso: despem a mente de preconceitos e tabus. 

Carolina Turboli, Terapeuta Tântrica | Fotografia: D.R.

O objetivo de cada retiro é fazer com que cada pessoa redescubra a própria sexualidade, num grupo ou em casal, e se explore num ambiente seguro e tranquilo no meio do Alentejo. 

À VERSA, a criadora do projeto explica melhor em que consistem estes retiros de verão e deixa as datas para os interessados numa experiência diferente de tudo o que já viveu. 

Em que consistem os retiros de verão?

Os nossos retiros de verão são imersões de três dias no coração do Alentejo, que combinam lazer, autoconhecimento e práticas tântricas num cenário paradisíaco.

O que significa a vertente naturista?

A vertente naturista convida cada participante a "despir" não apenas as roupas, mas também crenças limitantes e os pesos do dia a dia, num espaço de respeito, consentimento e liberdade. É esse clima de leveza e autenticidade que permite um mergulho profundo nas experiências de prazer e conexão.

Aliás, quase toda a gente conta que a parte mais desafiante é… ter de vestir a roupa de novo para voltar para casa.

Quem pode participar?

Qualquer pessoa maior de 21 anos, em bom estado físico e emocional, que deseje explorar sua sexualidade e autoconhecimento sem julgamentos. Oferecemos três formatos diferentes:

– Casais (4–6 de julho): técnicas de massagem tântrica e conexão íntima.

– Solo/Templo (29–31 de agosto): dinâmicas de consentimento, quebra-gelo e cinco estações sensoriais para brincar com os sentidos.

– Só para Mulheres (3–5 de outubro): auto-massagem tântrica, anatomia do prazer e rituais de auto-devotion.

Em todos os casos, mantemos grupos reduzidos (8–14 pessoas) para garantir atenção personalizada e um ambiente seguro.

 

De que forma os retiros são potenciais desbloqueadores de tabus?

As nossas dinâmicas incluem rituais simbólicos – desde o toque de um sino até o ato de “despirmos” camadas de crenças sobre corpo e prazer. Antes do retiro, realizamos conversas individuais para alinharmos expectativas e valores, garantindo que o grupo começa em sintonia. Com isso, a desconstrução de tabus acontece de forma natural e até divertida: jogos eróticos, partilhas espontâneas e boas risadas mostram que soltar as amarras pode ser um processo leve e empoderador.

Em grupo é mais fácil aprender ferramentas tântricas?

Quando nos reunimos, tudo ganha escala: a energia coletiva amplifica cada exercício, o feedback imediato da facilitadora e dos colegas permite ajustes instantâneos, e as demonstrações ao vivo tornam as técnicas claras e acessíveis. Além disso, a convivência estreita cria uma ligação emocional que fixa a aprendizagem de forma mais profunda – e ainda rende histórias e risadas para contar depois.

Que temas se falam nos retiros e que nunca imaginávamos ouvir?

Falamos de fantasias, zonas erógenas tidas como “proibidas”, anatomia da vulva, protocolos de beijo consciente, técnicas de respiração para potencializar o clímax e até jogos de consentimento que combinam humor e ousadia. Num ambiente confidencial, temas antes considerados tabus viram conversas abertas, aliviando culpas e gerando empoderamento.

No fim do retiro, o que devemos retirar da experiência?

– Casais (4–6 de julho): saem com uma apostila que inclui protocolos de massagem tântrica para praticar em casa, exercícios de aquecimento emocional antes do toque e um roteiro de práticas diárias que fortalecem a intimidade.

– Solo/Templo (29–31 de agosto): levam um guia das cinco estações sensoriais, jogos de consentimento para usar com amigos ou parceiros e um plano de micro-rituais para incorporar no dia a dia, mantendo viva a descoberta dos sentidos.

– Só para Mulheres (3–5 de outubro): recebem um manual detalhado de automassagem tântrica, técnicas de relaxamento muscular e um mapeamento anatômico de zonas de prazer, além de rituais pessoais de autocuidado que podem repetir sempre que precisarem.

Em todos os formatos, voltamos mais relaxados, com novos limites e desejos identificados, respiração fluida e, acima de tudo, com a certeza de que o prazer é um direito inegociável.

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