Quantos anos já passaram desde o dia em que tiraste a carta de condução? Para muitos condutores, já lá vai bastante tempo e, com ele, ficaram pelo caminho algumas regras que em tempos sabíamos de cor. É o caso de alguns sinais e entre eles há dois que ainda hoje geram confusão a muitos condutores.
À primeira vista, os sinais H3 e D1c parecem quase gémeos: fundo azul, seta branca e indicação de direção. No entanto, têm significados bem distintos e continuam a provocar erros frequentes nas estradas portuguesas.
Ora o H3 (quadrado) é um sinal de informação. Serve para indicar que a via tem sentido único, ou seja, que o trânsito circula apenas numa direção. Não impõe qualquer manobra ao condutor; limita-se a descrever a configuração da rua.
Já o D1c (circular) é um sinal de obrigação. Indica sentido obrigatório em frente, o que significa que, na interseção seguinte, não é permitido virar à esquerda nem à direita — salvo se existir sinalização complementar que autorize essas manobras.
O truque para não confundir estes sinais está na sua forma geométrica, sendo que sinais quadrados ou retangulares transmitem informação e sinais circulares indicam obrigações ou proibições.
Esta regra está definida no Regulamento de Sinalização do Trânsito e aplica-se a toda a sinalização rodoviária. Mesmo que o desenho interior seja semelhante, o formato muda completamente o seu valor legal.
O que diz o Código da Estrada
Ignorar um sinal de obrigação, como o D1c, é uma contraordenação grave. De acordo com o Código da Estrada, pode resultar numa coima elevada e na perda de pontos da carta de condução.
Por outro lado, uma má interpretação do H3 pode levar um condutor a entrar numa rua em sentido contrário, uma situação particularmente perigosa em zonas urbanas, com tráfego intenso e visibilidade reduzida.
Em ambos os casos, o risco vai muito além da multa: está em causa a segurança de todos os utilizadores da via.
