Kit de sobrevivência é aconselhado ter em casa | Fotografia: Steve Kagan, Getty
Kit de sobrevivência é aconselhado ter em casa | Fotografia: Steve Kagan, Getty

Afinal, o que aprendemos sobre o que fazer durante um sismo está errado. Estas dicas salvam vidas

O que aprendeste sobre como agir durante um sismo pode estar errado e colocar-te em maior risco. Especialista explica o que deves realmente fazer.

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Portugal não é um país conhecido pela elevada atividade sísmica, como acontece no Japão, mas a verdade é que, nos últimos anos, temos sentido alguns sismos e as últimas notícias no mundo alertam para estas realidade. E se há algo que devemos fazer é estar informados e saber como agir numa situação de emergência, porque os primeiros segundos podem fazer toda a diferença.

Depois de te explicarmos o que não pode faltar no teu kit de emergência, reunimos agora algumas recomendações que podem mesmo salvar vidas.

Recentemente, Leo Farah, antigo bombeiro brasileiro e criador de conteúdos que atualmente dá palestras sobre prevenção e resposta a catástrofes, conhecido por partilhar dicas sobre sismos e procedimentos de segurança, alerta para um erro que muitos continuam a acreditar: procurar abrigo no vão de uma porta.

Segundo explica, esse conselho está desatualizado. Hoje, as recomendações passam por baixar, proteger e aguardar. Ou seja, se sentires um sismo, deves baixar-te imediatamente, proteger a cabeça e o pescoço com os braços e, se tiveres uma mesa resistente por perto, abrigar-te debaixo dela, segurando-a até o tremor terminar. O especialista lembra ainda que a maioria dos sismos dura entre 10 e 60 segundos e que não deves correr para a rua enquanto o chão estiver a tremer.

Assim que o sismo terminar, deves abandonar o edifício sem perder tempo a recolher documentos ou outros pertences. O objetivo é chegar rapidamente a uma zona aberta, longe de edifícios, postes, árvores de grande porte e encostas. Também não deves regressar ao interior do edifício, uma vez que podem ocorrer réplicas, que tanto podem ser mais fracas como mais fortes do que o primeiro sismo e provocar o colapso de estruturas já fragilizadas.

Estas recomendações vão ao encontro das orientações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que aconselha precisamente os três gestos que podem salvar vidas: Baixar, Proteger e Aguardar. A entidade recomenda ainda que, depois do abalo, as pessoas saiam calmamente do edifício, evitem utilizar elevadores, desliguem a eletricidade e o gás, se for seguro fazê-lo, e permaneçam em locais abertos até existirem indicações de que é seguro regressar.

Leo Farah destaca ainda o exemplo do Japão. Apesar de ser um dos países com maior atividade sísmica do mundo e de registar cerca de 300 sismos por dia, a maioria impercetíveis, a população aprende desde cedo os protocolos de atuação na escola e participa regularmente em simulacros. O resultado, explica, é que o país apresenta um dos mais baixos índices de mortes por sismos em proporção com a sua elevada atividade sísmica. Mais do que sorte, é preparação.

A mensagem é simples e vale a pena recordar: Baixar. Proteger. Aguardar. Sair. Não voltar. Em caso de sismo, conhecer estes passos pode fazer toda a diferença.

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