Desfile Chanel 2014/2015 Autumn/Winter | Fotografia: Getty Images, PATRICK KOVARIK
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Sabes mesmo ler rótulos dos alimentos? Estudo mostra que muitos portugueses não sabem o que estão a comprar

Um novo estudo apoiado pelo Continente revelou que o nível de literacia alimentar dos portugueses é mais baixo do que muitos pensam. Explicamos-te tudo.

Hoje em dia, a literacia alimentar parece ser maior entre os portugueses, mas, na realidade, continuam a existir dificuldades em transformá-la em escolhas mais conscientes, saudáveis e sustentáveis. 

De acordo com o Estudo Nacional de Literacia Alimentar da Associação Portuguesa de Nutrição (APN), apoiado pelo Continente e realizado pela Pitagórica, "a literacia alimentar da população adulta residente em Portugal apresenta um score global de 57,5%", lê-se em comunicado. 

Esta investigação mostra assim diferenças marcadas entre grupo populacionais no que diz respeito a literacia alimentar, ou seja, no geral "jovens adultos, pessoas empregadas e agregados com rendimentos confortáveis registam níveis mais elevados de literacia alimentar"; mas "idosos, desempregados e famílias com rendimentos insuficientes apresentam resultados mais baixos".

Tendo isto em conta, os resultados parecem revelar "desigualdades sociais que influenciam diretamente a capacidade de aceder, compreender, avaliar e aplicar o conhecimento relacionado com a alimentação".

Muitos dos inquiridos revelaram facilidade em compreender uma parte da informação nos rótulos alimentares, datas de validade ou recomendações de profissionais de saúde, mas não sabem aplicar este conhecimento no seu dia a dia. 

Conseguir "avaliar selos nutricionais, compreender informação presente em alegações e sobre alergénios, selecionar alimentos mais equilibrados ou adaptar receitas e técnicas culinárias" são algumas das tarefas em que as dificuldades se tornam mais evidentes.

Informação em números 

Segundo o estudo, 83% dos portugueses dizem "ser fácil compreender os prazos de validade dos alimentos", mas 32% têm dificuldade em "aceder a informação que permita reconhecer as vantagens e desvantagens de um produto alimentar". 

Cerca de 79% das pessoas que participaram no estudo afirmam ter facilidade em "armazenar os alimentos e garantir a sua correta higiene" e, ao mesmo tempo, 37% consideram difícil "identificar métodos de confeção que preservem os nutrientes dos alimentos". 

O estudo concluiu ainda que 46% das pessoas têm dificuldade em "encontrar informação sobre as repercussões sociais, económicas e ambientais relacionadas com os hábitos alimentares". 

Todos os dados desta investigação têm como base mil entrevistas a adultos com mais de 18 anos, residentes em Portugal Continental e nas ilhas, entre 16 e 24 de outubro de 2025. 

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