Cerimónia Kaitai: tudo sobre o espetáculo no qual um atum de 100 quilos é rei
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Rafaela Simões
- 31 ago 2025, 06:25
Não é todos os dias que podemos assistir ao corte de uma espécie de atum com mais de 100 quilos, acompanhado de degustação. Anota as datas deste momento único.
Cerimónia Kaitai restaurante Koda
O que acontece numa cerimónia Kaitai
Quando vamos a um restaurante de sushi, as peças vêm para a mesa já cortadas e prontas a mergulhar em soja. Rraras são as vezes em que observamos atentamente a confeção de cada peça desta gastronomia... como um ritual. Mas não é o caso do que está prestes a acontecer no restaurantes Hoko (Braga) e Koda (Paredes), do grupo 5Y.
Em ambos esperam-se as cerimónias Kaitai, um ritual que convida os comensais a assistir ao corte de um atum rabilho, com mais de 100 quilos, à maneira japonesa. Desde o corte que mais surpreende, o otoro (a barriga, rica em gordura), aos cortes mais comuns, esta experiência é única e tem os dias contados.
Toma nota das datas:
– Hoko (Braga): 29 de agosto, 26 de setembro, 17 de outubro, 14 de novembro e 12 de dezembro.
– Koda (Paredes): 12 de setembro, 10 de outubro, 7 de novembro e 5 de dezembro.
Mas a cerimónia Kaitai é muito mais do que proceder ao corte do atum rabilho, é também sinónimo de respeito, partilha e uma ligação direta com a cultura japonesa. O Chef Yang Qi, um dos proprietários deste grupo de restauração nacional, revela tudo sobre este ritual.
Em que consiste a cerimónia Kaitai?
A cerimónia Kaitai é um momento raro e fascinante, onde o corte de um atum rabilho inteiro, muitas vezes com mais de 100 quilos, é elevado a espetáculo gastronómico e cultural. Mais do que mostrar técnica, é uma celebração da arte japonesa de respeitar o peixe em cada detalhe.
Qual é o maior desafio em manter a autenticidade da cerimónia Kaitai fora do Japão?
Recriar este ritual fora do Japão exige um cuidado enorme para não perder a sua autenticidade – desde a seleção do peixe, à precisão do corte e ao contexto em que é apresentado. Por isso, o atum rabilho utilizado é sempre de origem controlada, escolhido pela frescura, gordura e textura, garantindo que cada pedaço honre a tradição.
O atum rabilho utilizado nestes eventos tem alguma origem ou seleção especial para garantir qualidade e frescura?
O atum rabilho servido no Kaitai é de origem espanhola. O produtor é a Balfegó, reconhecida pela pesca sustentável e pela excelência na qualidade e frescura do seu atum.
Como é feita a preparação logística para cortar e servir um peixe com mais de 100 quilos num evento ao vivo?
A logística é complexa: requer equipas treinadas, facas especiais e um serviço pensado ao minuto, de modo a transformar o ato de cortar em espetáculo e, logo de seguida, servir sashimi e nigiri no auge da frescura. Mas para além do sabor, a cerimónia transmite respeito, partilha e uma ligação direta com a cultura japonesa, que vê no atum não apenas alimento, mas um símbolo de abundância e celebração.
Para além do aspeto gastronómico, que significado cultural pretende transmitir com a cerimónia Kaitai?
A cerimónia Kaitai é mais do que gastronomia: é um ritual japonês que celebra o respeito pelo peixe, pela tradição e pela partilha, transformando o momento numa verdadeira experiência cultural.
Qual é a parte do atum que, na sua opinião, mais surpreende os clientes e porquê?
Entre as várias partes do peixe, muitas pessoas ficam surpreendidas com cortes mais raros como o otoro (a barriga, rica em gordura), que revela uma textura e suavidade quase inesperadas. Ainda assim, a experiência não se limita ao atum: os menus destes eventos costumam incluir outros pratos complementares, equilibrando a refeição.
Quem participa na cerimónia Kaitai fica limitado a comer atum nessa refeição?
Embora o atum seja a estrela principal, o menu não se limita apenas a ele – encontrará outras criações que completam e elevam a experiência gastronómica.
Planeiam levar outro tipo de experiências a mais restaurantes do grupo? Que ideias têm planeadas?
Este é apenas o começo – a ideia é levar aos restaurantes do grupo novas experiências que cruzem espetáculo, cultura e gastronomia. Desde outras cerimónias japonesas a eventos que valorizam ingredientes de excelência, o objetivo é sempre o mesmo: criar momentos memoráveis que unem tradição e descoberta.
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