Quem visita frequentemente a Tasca Zebras, na Calçada do Combro, não sai de lá sem conhecer a Anabela. Isto porque é a alma da cozinha do restaurante desde 1983, ano em que ela e o marido começaram esta aventura. Na altura, eram apenas eles, algumas mesas e muita esperança que chegariam dia após dia mais e mais comensais. E não só chegaram, como, hoje em dia, o ritmo é imparável.
"Hoje em dia, há mais movimento, mais ruído, mas quem entra ainda encontra Anabela de avental posto, a fazer o que sempre fez: cozinhar com alma. 'Cozinho como se fosse para mim,' diz, com naturalidade. 'O sabor tem de lá estar. A apresentação também. E se for difícil? Dá-se um jeito!'", conta numa publicação de Instagram.
Com tantos anos à frente da casa, Anabela reconhece que muitos clientes habituais tornaram-se quase família. "Alguns vinham tantas vezes que deixaram de olhar para a ementa. Espreitavam a cozinha, diziam exatamente o que lhes apetecia e ela fazia, sem complicações". No entanto, é, claro, existe uma carta bem vasta de opções, com nomes que bem conhecemos, não fosse esta uma tasca portuguesa.
Começamos logo com o Caldo Verde "À Zebras" com broa de milho (€4,50) ou as Pataniscas Bacalhau (€9/3 unidades), também disponíveis em versão vegetariana para responder aos tempos atuais de maior procura por opções vegetais. Seguem-se depois os pratos principais e aí encontramos o Bife à Tasca (€21), o Bacalhau à Brás (€18), o Polvo “À Lagareiro” c/ Agrião (€20) e o Arroz Malandrinho de Peixe & Gambas (€23).
Opções há muitas, algumas para partilhar, até porque assim fica mais fácil conseguir chegar à sobremesa. Muita fama e elogios costuma receber a Mousse de Chocolate (€6), havendo ainda opções como a clássica Pêra Bebeda (€4,50) e o Arroz Doce Caseiro (€4,50). Mostramos tudo o que se come na galeria de imagens.
No final da refeição, só uma coisa se espera dos comensais. "Para nós na Tasca Zebras, um prato vazio é sempre o melhor elogio, um pequeno aplauso silencioso por cada saborosa dentada". Por isso, eis a regra: não deixes nada ficar no prato, no limite, leva para casa as memórias da Tasca Zebras.
