Há qualquer coisa no interior que continua a resistir ao tempo. Lugares escondidos, longe das modas, onde a comida sabe ao que sempre soube e o cenário convida a abrandar.
É o caso deste restaurante que descobrimos através de um vídeo de Gustavo Gonçalves, que costuma percorrer o país à procura de experiências autênticas. Logo no início, apresenta este espaço como “uma paragem obrigatória no Norte para os amantes de comida típica portuguesa ao mais alto nível”. Como descreve, “no meio de uma aldeia, descobri uma tasquinha especialista em comida típica portuguesa, à antiga e sem modernices”.
O caminho feito por estradas estreitas, em plena serra, levou-o à Tasquinha do Fumo, em Baião, discreta e quase escondida. À mesa, o início faz-se com sabores familiares: presunto, queijo, alheira, pão e pataniscas de bacalhau que, nas suas palavras, “estavam uma delícia”. Depois chega o prato principal, a “especialidade da casa: anho assado com batata assada e arroz de forno”.
No final, deixa uma avaliação clara, “9 em 10”, apontando para um custo médio entre 30 e 40 euros por pessoa.
Inserida num ambiente rural de montanha, a tasquinha mantém uma abordagem fiel às origens, com pratos preparados de forma tradicional. Entre as sugestões estão, além do anho, o cabrito assado com arroz de forno, o cozido à portuguesa, o arroz de cabidela, a vitela na brasa, os rojões com castanhas ou o bacalhau assado. Para terminar, surgem sobremesas como a pêra bêbada e as rabanadas com mel.
Nos comentários, multiplicam-se as reações de quem já conhece o espaço ou ficou com vontade de o visitar. Há quem escreva que “É por isso que amo este país, a tradição não morre e não vira gourmet”, enquanto outros destacam o ambiente com frases como “Faz-me lembrar a antiga casa da minha avó”. Também se lê “Restaurante incrível, lugar lindíssimo e comida maravilhosa” ou até “A melhor refeição que já comi, apenas isso”.
A experiência não se resume à comida. Vários comentários referem o acolhimento, com menções à simpatia da Dona Isabel e do Sr. Arthur, frequentemente descritos como parte essencial da visita.
Há, no entanto, um ponto em comum entre quem recomenda: a necessidade de reservar com antecedência, já que o espaço é pequeno e bastante procurado.
É o tipo de descoberta que desperta curiosidade e que facilmente ganha lugar numa lista de paragens a considerar numa próxima viagem pelo Norte. Curioso? Deixa-te deliciar pela galeria de imagens.
