Este ano, não faltaram presentes milionários a dominar as manchetes e a surpreender o público. Do tão falado anel oferecido por Cristiano Ronaldo a Georgina Rodríguez, avaliado em vários milhões, ao jato privado que o futebolista comprou para a família, os valores astronómicos tornaram-se quase rotina no universo das celebridades.
E se é para oferecer, que seja a quem merece. E foi precisamente isso que Taylor Swift demonstrou recentemente, ao provar que, por maior que seja uma estrela, ninguém chega ao topo sozinho e sem uma equipa à altura.
A The Eras Tour foi muito mais do que uma digressão musical. Tornou-se um fenómeno económico global, com impacto direto nas economias dos países por onde passou. Hotéis esgotados, restaurantes cheios, aumento do turismo e milhares de empregos temporários marcaram cada cidade, num efeito que chegou a ser apelidado de “Swift effect”.
Com 152 concertos realizados em vários continentes e mais de 10 milhões de espectadores, a tour arrecadou 2,07 mil milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), tornando-se a mais lucrativa da história da música.
Foi no final deste percurso histórico que Taylor Swift decidiu partilhar o sucesso financeiro com quem esteve nos bastidores. Ao longo de cerca de dois anos, a cantora distribuiu 197 milhões de dólares em bónus (aproximadamente 180 milhões de euros) a todos os profissionais envolvidos na tour.
A lista inclui motoristas de camiões, técnicos de som e luz, equipa de montagem e desmontagem de palco, carpinteiros, seguranças, dançarinos, músicos, coreógrafos, profissionais de pirotecnia, figurino, cabelo e maquilhagem, fisioterapeutas, fornecedores de comida e bebida, produtores e assistentes de produção.
O momento da entrega dos bónus ficou registado no documentário The End of an Era, recentemente estreado no Disney+. As imagens mostram lágrimas, abraços e reações de incredulidade. Numa das cenas mais comentadas, uma colaboradora emociona-se de tal forma que precisa de recorrer a uma bomba de asma, um momento que rapidamente se tornou viral nas redes sociais.
No documentário, Taylor Swift explica que esta decisão segue um princípio muito claro: “O dia do bónus é muito importante porque cria um precedente para a The Eras Tour. Se a digressão tem mais lucro, as pessoas que trabalham nela devem receber mais.”
A cantora revela ainda que escreveu mensagens à mão para cada membro da equipa, um processo que lhe ocupou cerca de duas semanas. Cada bilhete foi lacrado com cera e um carimbo pessoal da artista, reforçando o carácter simbólico do gesto.
Para Taylor Swift, o impacto vai muito além do dinheiro: “É bonito pensar nas vidas para as quais eles vão voltar, na folga que terão, nos filhos que não veem há meses por estarem na estrada. Fazer com que isto valha a pena para eles é muito importante.”
Num ano marcado por luxo, ostentação e números que parecem irreais, o gesto de Taylor Swift destacou-se por uma razão simples: não foi um presente para impressionar — foi um reconhecimento para quem realmente a ajudou a construir o sucesso.
