Na Europa, um lote de fórmula infantil contaminado com uma toxina que pode causar vómitos, assim como outros problemas gastrointestinais, está a deixar vários pais em alerta. Entretanto, o produto foi retirado do mercado, mas, antes disso, em Espanha, casou problemas a oito bebés, cinco dos quais acabaram mesmo por ser hospitalizados, segundo o boletim de alertas do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, lê-se CNN Portugal.
Todos os casos "ocorreram em dezembro e tiveram evolução clínica positiva". Suspeita-se que estejam relacionados com a toxina cereulida, mas "não foi possível confirmar em laboratório a sua presença, uma situação considerada frequente neste tipo de incidentes alimentares devido à complexidade das análises e à rápida recuperação dos doentes".
O que é a toxina cereulida?
De acordo com a Mérieux NutriSciences, empresa especializada em testes, análises e consultoria na área de segurança alimentar, esta toxina pode ser "produzida por determinadas estirpes de Bacillus cereus durante o crescimento da bactéria" em alimentos.
Mas, apesar de causar sintomas desagradáveis, como episódios de vómitos, o que mais preocupa na cereulida não é a sua toxicidade, mas sim "a sua extrema resistência".
Como assim? Pode resistir ao calor, ou seja, mesmo as "temperaturas muito elevadas, como as utilizadas em processos de cozedura, pasteurização ou esterilização", não conseguem destruir a toxina "quando esta já se encontra formada".
Também pode resistir a condições químicas adversas, isto significa que se "mantém estável numa ampla gama de pH e não é destruída pelas enzimas digestivas". Tudo isto para dizer que "eliminar esta bactéria não é suficiente para garantir a segurança do alimento".
Já a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), explica que "intoxicações associadas a este microrganismo [Bacillus cereus] são normalmente de curta duração e pouco severas". Podem afetar de forma mais severa "em crianças, em idosos e em indivíduos imunodeprimidos".
