Alvaro atravessou o Atlântico e hoje ganha mais de 12 mil euros por mês
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Rafaela Simões
- 2 jun, 11:12
A história de Alvaro Szigethi Marcos é inspiradora para quem quer mudar de vida. Afinal, bastou mudar de país para passar a ganhar mais do que alguma vez conseguiu: 12 mil euros por mês.
Alvaro Szigethi Marcos é engenheiro nos Estados Unidos e ganha o que nunca conseguiria na Europa
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O mercado de trabalho está a atravessar uma transformação profunda. Cada vez mais profissionais optam por largar tudo e trocar a estabilidade para ir em busca de melhores condições salariais. É, por exemplo, esse o caso de Nerea, uma jovem que decidiu trocar a medicina pela construção civil. Mas a história de mudança de vida de Nerea não é caso único.
Alvaro Szigethi Marcos, um engenheiro de software espanhol, decidiu atravessar o Atlântico para trabalhar nos Estados Unidos e receber por mês montantes que dificilmente encontraria em grande parte da Europa.
Há cerca de um ano que Alvaro trabalha numa das grandes tecnológicas norte-americanas. Considera-se um profissional privilegiado e não esconde os números do seu salário, defendendo que a transparência salarial é essencial para que mais pessoas compreendam o verdadeiro potencial económico da profissão.
O engenheiro revela que recebe um salário bruto mensal de 10.676 dólares, o equivalente a cerca de 9.180 euros à taxa de câmbio atual. Depois de descontados os impostos, ficam-lhe disponíveis 8.761 dólares líquidos por mês, aproximadamente 7.535 euros.
No entanto, esta é apenas uma parte da remuneração. Tal como acontece em muitas grandes empresas tecnológicas dos Estados Unidos, o pacote salarial inclui também ações da empresa. Neste caso, Álvaro recebeu, num único mês, ações avaliadas em 3.468 dólares, cerca de 2.980 euros.
Ao somar o salário bruto e a compensação em ações, a remuneração mensal total ascende a 14.144 dólares, o equivalente a mais de 12 mil euros. Trata-se de um valor que dificilmente seria alcançado por um engenheiro de software em Portugal, Espanha ou mesmo em muitos países europeus, mesmo em posições de elevada responsabilidade.
A componente das ações, contudo, não é totalmente previsível. O próprio engenheiro explica que a empresa atribui uma quantidade fixa de títulos e não um valor fixo em dólares. Isso significa que o rendimento pode variar de acordo com a evolução do mercado bolsista.
A história de Álvaro surge numa altura em que a procura por talento especializado em engenharia informática continua elevada. Enquanto muitos trabalhadores enfrentam salários estagnados ou condições laborais exigentes, os profissionais com competências técnicas avançadas encontram em determinados mercados oportunidades que podem multiplicar significativamente os seus rendimentos.
Histórias como a de Nerea e Álvaro mostram que as carreiras deixaram de seguir percursos previsíveis e que a prioridade parece ser cada vez mais a mesma: encontrar um equilíbrio entre realização profissional e uma remuneração à altura das qualificações.
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Margarida Ribeiro
- 2 jun, 11:03
