Pernas | Fotografia: Getty Images,Harry Todd
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Nem todas as trombose são iguais — mas nenhuma deve ser ignorada

Sérgio Sampaio, especialista em Cirurgia Vascular, assina este artigo educativo sobre os diferentes tipos de trombose e os riscos que cada uma pode representar.

Prof. Dr. Sérgio Sampaio



A trombose venosa ocorre quando se forma um coágulo dentro de uma veia. Pode afetar veias superficiais (mais próximas da pele) ou veias profundas (no interior do membro). Embora muitas vezes sejam confundidas, estas duas situações têm implicações diferentes e riscos próprios.

Trombose venosa superficial

A trombose venosa superficial ocorre tipicamente em veias varicosas ou dilatadas. Manifesta-se frequentemente por dor localizada, vermelhidão e endurecimento ao longo do trajeto da veia.

Riscos a curto prazo:

  • Na maioria dos casos é uma condição relativamente benigna, mas não deve ser ignorada. O coágulo pode estender-se ao longo da veia e, em algumas situações, atingir o sistema venoso profundo. Quando isso acontece, aumenta o risco de complicações mais graves, incluindo a embolia pulmonar.

Riscos a longo prazo:

  • Mesmo quando resolve, a trombose superficial pode deixar sequelas na veia afetada, contribuindo para inflamação crónica, recorrência de episódios trombóticos e agravamento da doença venosa. Em pessoas com varizes, é também um sinal de que o sistema venoso pode estar já especialmente danificado e merece avaliação especializada.

Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda (TVP) ocorre nas veias profundas das pernas ou da pélvis. Pode provocar dor, inchaço da perna e sensação de peso, mas por vezes apresenta poucos sintomas — o que torna o diagnóstico particularmente importante.

Riscos a curto prazo:

  • O principal perigo imediato é a embolia pulmonar. Parte do coágulo pode desprender-se, viajar pela circulação e alojar-se nas artérias pulmonares, uma situação potencialmente grave e, em alguns casos, fatal.

Riscos a longo prazo:

  • Mesmo após tratamento adequado, a trombose profunda pode danificar as válvulas venosas. Isso pode originar a chamada síndrome pós-trombótica, caracterizada por dor crónica, edema persistente, alterações da pele e, nos casos mais avançados, úlceras venosas.

Em resumo

A trombose venosa, seja superficial ou profunda, nunca deve ser desvalorizada. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem significativamente o risco de complicações e de sequelas futuras. Reconhecer os sintomas e procurar avaliação médica atempadamente é fundamental para proteger a saúde venosa.

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