Adega de Borba | Fotografia: Instagram @adegadeborba
Adega de Borba | Fotografia: Instagram @adegadeborba
Gourmet

Um vinho... laranja? É a nova tendência e o Alentejo segue-a sem medos

O que esperar de um vinho laranja, feito de uvas brancas? Irreverência e ousadia, precisamente o que caracteriza a nova marca da histórica Adega de Borba.

Durante anos, o universo do vinho organizou-se de forma relativamente simples: tintos, brancos e rosés. Mas há uma nova (e cada vez mais falada) categoria a baralhar estas certezas: os vinhos laranja. Apesar do nome, não vêm de laranjas, nem são um “quarto tipo” de vinho no sentido tradicional. Na verdade, são vinhos brancos feitos como se fossem tintos.

Tal como acontece com o Vinho Verde – que não é “verde”, mas sim branco (ou tinto) de uma região específica – também os vinhos laranja devem o seu nome à aparência e não à matéria-prima. São produzidos a partir de castas brancas, mas com contacto prolongado com as películas das uvas (curtimenta), o que lhes confere cor, estrutura e uma complexidade pouco habitual num branco clássico. O resultado? Vinhos mais texturados, com notas oxidativas e um perfil que divide opiniões, mas também desperta curiosidade.

E, se é tendência, temos de a seguir e há uma novidade a explorar: o Nonsense Arinto Laranja, da alentejana Adega de Borba.

A marca Nonsense nasce da ideia de libertar o processo criativo das regras habituais e a proposta são edições limitadas, diferentes todos os anos, sem fórmulas fixas nem expectativas rígidas. No fundo, é um lado menos previsível da região de Borba e do próprio Alentejo e, sem dúvida, de uma casa com décadas de história.

O primeiro capítulo desta abordagem materializa-se no Nonsense Arinto Laranja, produzido a partir da casta Arinto, que é conhecida pela sua acidez vibrante e perfil fresco. Este vinho segue um caminho pouco convencional, uma vez que o mosto fermenta com as películas durante 15 dias, em inox, com macerações suaves, antes de estagiar oito meses sobre borras finas em depósito de cimento. O resultado é um branco… que parece outra coisa.

Mas vamos ao que nos leva a gostar ou não de um vinho: a prova. É no nariz e na boca que o vinho se afirma, surgindo primeiramente notas de fruta cítrica desidratada, damasco seco, casca de laranja e um leve toque de mel. Já na boca destaca-se pela textura envolvente, acidez refrescante e um final ligeiramente salino.

Com apenas 11% de álcool, assume-se leve, direto e sem artifícios, refletindo uma intervenção mínima e uma filosofia de autenticidade. É também um vinho versátil à mesa: acompanha bem pratos mediterrânicos mais ricos, carnes brancas, peixes gordos no forno, queijos intensos e até cozinha asiática condimentada. Deve ser servido entre os 10ºC e os 12ºC, podendo ser apreciado já ou guardado até três anos.

Limitado a mil garrafas, este lançamento marca o início de um novo ciclo para a Adega de Borba com um vinho que prova que mais do que a cor, é o sabor que conta.

O Nonsense Arinto Laranja tem um preço recomendado de 16€. Na galeria de imagens encontras estas e outras sugestões. 

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