Nem sempre fazemos quilómetros para ir comprar um bom vinho, mas há casos em que a viagem o justifica. Foi o que fizemos no último fim de semana: rumámos até Estremoz e fomos conhecer os vinhos da Herdade das Servas.
Com centenas de hectares de vinha próprios, a Herdade das Servas, nos arredores de Estremoz, é um retrato fiel do Alentejo mais autêntico, onde a vinha cresce ao ritmo da natureza e não da pressa humana. Aqui, a produção é integralmente em modo biológico, respeitando os solos, a biodiversidade e os ciclos naturais, numa filosofia que privilegia o equilíbrio em vez da intervenção.
As vinhas vivem exclusivamente da água que o céu lhes dá, pelo que não há rega, numa opção deliberada que resulta em uvas mais concentradas. Entre solos pobres de origem calcária, verões rigorosos e uma gestão agrícola precisa, a Herdade das Servas transforma a escassez num trunfo, dando origem a vinhos dignos de nota.
Como é o caso do Monte das Servas Branco 2022. Falamos de um vinho que é dos mais conhecidos da herdade, uma vez que marca presença na carta de muitos restaurantes, e que é daqueles vinhos a ter sempre em casa porque nunca vai desiludir.
Une as castas Roupeiro, Arinto, Antão Vaz, Sémillon e resulta de um trabalho rigoroso dos enólogos Luís Serrano Mira e Renato Neves.
Trata-se de um vinho com fermentação em cubas de inox com controlo de temperatura, onde ganha aromas de pêssego, maçã, ameixa e limão. Na boca, revela-se equilibrado, complexo e volumoso com final persistente, sendo este precisamente "um vinho para o dia a dia, para o consumidor exigente", como refere a própria herdade.
No que toca a harmonização, é o vinho ideal para acompanhar saladas, mariscos, peixes grelhados, sushi e carnes brancas, refeição que não fica mais cara por se abrir um Monte das Servas Branco 2022. É que cada garrafa custa €5,95 no site Garrafeira 5 Estrelas. Também é possível encontrar o Monte das Servas Branco 2022 em garrafeiras selecionadas e em vários restaurantes do país.
Na galeria de imagens mostramos este e outros vinhos para pores à prova em 2026.
