Os vinhos verdes, com a sua frescura característica, são há séculos a assinatura da região Norte de Portugal. Reconhecidos pela acidez viva, aromas florais e capacidade de acompanhar pratos leves ou momentos de lazer, estes vinhos têm conquistado paladares dentro e fora do país.
Ora acaba de chegar ao mercado mais um símbolo dos vinhos verdes, os vinhos Linhas da Primavera Loureiro 2024 e o Linhas da Primavera Alvarinho 2024 produzidos na Quinta Linhas da Primavera, no coração da Sub-Região do Ave, freguesia de Ronfe, Guimarães. O projeto, que começou a ganhar forma em 2020, revela agora os seus dois primeiros vinhos de produção própria, um momento que não podia ser mais especial.
“A Quinta Linhas da Primavera nasceu de um sonho antigo: regressar às origens e criar algo com identidade própria, ligado à terra e à tradição”, explica Paulo Rodrigues, CEO do Group JRC e fundador do projeto. Mais do que uma paixão pessoal, este investimento de cerca de cinco milhões de euros traduz-se numa das maiores iniciativas privadas na região, com 35 hectares de propriedade e 22 hectares já plantados com vinha.
A escolha do enólogo Márcio Lopes foi decisiva para a concretização do projeto, uma vez que tem experiência na região e no Douro. Márcio procura respeitar a pureza da fruta e a expressão do terroir do Ave, resultando em vinhos elegantes, equilibrados e com capacidade de evolução.
O Linhas da Primavera Loureiro 2024 nasce de solos graníticos profundos, com vindima manual, prensagem ligeira e dez meses de estágio sobre borras finas com batonnage. A produção é limitada a 2.666 garrafas, com 11,5% de álcool e um PVP recomendado de €29,90.
Já o Linhas da Primavera Alvarinho 2024, de solos graníticos metamórficos, resulta de uma criteriosa seleção de cachos, fermentação controlada e estágio de dez meses sobre borras finas. Com 13% de álcool, produção de apenas 1.333 garrafas e PVP de 53,90€, promete ser uma referência na casta na região.
Para Paulo Rodrigues, o projeto vai muito além do vinho. A Quinta já oferece visitas guiadas, provas, museu, passeios de tuk tuk, piqueniques na vinha, loja e restaurante, além de seis alojamentos que em breve abrirão ao público, integrando o conceito de estadia vínica.
“Este é um projeto de longo prazo. O vinho é o centro, mas a experiência global é igualmente valorizada. Queremos consolidar a Quinta como um espaço de referência, onde tradição e inovação caminham lado a lado”, conclui Paulo Rodrigues.
