Para bom entendedor, meio gole basta ─ podia ser assim o ditado quando falamos no mundo dos vinhos. Não que sejamos críticos de peso ou bíblias do vinho, mas a experiência tem-nos vindo a ensinar, ou pelo menos a distinguir, um vinho fraco de um vinho que surpreende. E foi o precisamente o último caso que aconteceu com o Mingorra Sauvignon Blanc Blanc.
Falamos de um vinho do Alentejo, trabalho do enólogo Pedro Hipólito, um monocasta Sauvignon Blanc que revela a sua plenitude uma vez que é servido no copo. Aquela que é uma das castas brancas mais nobres com origem em França dá a este vinho uma cor esverdeada muito clara e um aroma vibrante, já na boca sentem-se as notas de espargos típicas da casta, para além de apontamentos minerais.
O Mingorra Sauvignon Blanc provém da Herdade da Mingorra que, no ano 2023 (o ano da colheita que provámos), foi marcado por seca extrema, com ausência de pluviosidade durante todo o inverno, primavera e verão. "Foi, provavelmente, o ano mais seco de que temos memória", afirma a herdade. Isto resultou em vinhos brancos com bom equilíbrio ácido e carácter varietal acentuado, como é o caso.
E qual a pontuação do Mingorra Sauvignon Blanc na famosa aplicação Vivino? Um total de 4,1 em 5 pontos, nada, mas nada mal para um vinho branco.
Depois de provarmos este vinho, é, assim, um caminho sem retorno. Agora não sabemos agora como aceitar outras referências inferiores. Este vinho não se vende em supermercados, pode ser encontrado em garrafeiras especializadas e online, por exemplo, na Granvine, na qual está à venda por €14,49.
Mostramos esta e outras referências de vinhos na galeria de imagens.
