Marta Leite Castro | Fotografia: Rui Valido
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As marcas estão a viver o seu momento e “a marcar a tendência"

Que momento é esse que estão a viver as marcas portuguesas e como é que se atinge o sucesso além fronteiras? Marta Leite de Castro e Alexandra Machas dão a resposta.

As marcas estão presentes no nosso dia a dia das mais variadas formas. Na roupa que vestimos, nos anúncios que aparecem nas redes sociais, nos momentos no mundo da moda que tornam as marcas virais ou quando ligamos a televisão e está a passar publicidade ou um episódio do Pitch, programa da CNN Portugal sobre marketing, comunicação, publicidade, criatividade e tendências, apresentado pela apresentadora Marta Leite de Castro. 

A Versa cruzou-se com a apresentadora e também com Alexandra Machas, Managing Director na SCOPEN Portugal, empresa de serviços de consultoria de apoio de negócios, precisamente no surgimento de novidades na marca Phunk, na qual a modelo Sara Sampaio assumiu pela primeira vez o papel de empresária. Aproveitando este momento espacial para a marca de hard seltzers portuguesa, falámos com Marta e Alexandra precisamente sobre o cenário atual das marcas que, segundo a apresentadora, estão a viver o seu momento.  

“Este ano o que mais nos surpreendeu foi a campanha da Super Book. Tivemos no Pitch uma mega conversa com o criativo, a agência e as pessoas da marca e foi assim um dos grandes momentos”, lembra Marta Leite de Castro sobre uma das suas reportagens. “Mas temos tido vários. Este com a Sara Sampaio é outro grande momento e temos também outro muito giro com a Margarida Corceiro no Cabelo Pantene. Temos tido muitos momentos que estão a marcar a tendência ou a atualidade de Portugal”.  

 

Mas, afinal, o que está a acontecer na atualidade com as marcas?

“A tendência principal são as marcas relevantes”, refere Alexandra Machás. Para mostrarem esse trabalho, é essencial que hoje em dia cada marca transmita de forma transparente "o que está a fazer, para quem e o que defende".  

“As marcas começaram a assumir uma voz e se vão defender a igualdade de género, um planeta mais sustentável e por aí fora, nós [referindo-se à SCOPEN] queremos dar esse foco, mas com uma linguagem descontraída, porque temos de falar para todos”, continua, acrescentando que para chegar às pessoas é preciso mostrar o valor que uma marca tem para cada um.

Ser uma marca portuguesa é ter um “must”  

No início do lançamento da marca portuguesa Favorite People, a fundadora e ex-radialista Rita Rugeroni contava num episódio do podcast Sapateado, da Zilian, que acreditava que conseguiria uma marca que fosse acessível a todos, diferenciando-se dos preços que achava elevados noutras marcas portuguesas. Isto antes de calcular o custo de venda das suas peças e perceber que no custo final de cada uma está envolvido o valor da matéria-prima, da produção em Portugal, do design, do packaging, etc, aumentando assim o custo final.  

Por tudo isto, as marcas portuguesas ganham valor por si só, mas não só. Há um “must”. 

"Uma coisa muito boa, e que mostra que não podemos estar reduzidos a uma escala, é que Portugal tem ali um must. E às vezes quando se é grande demais, a marca deixa de ter um must. Depois, há toda uma questão de projetar a marca para fora”, nota a Managing Director da SCOPEN Portugal.  

Além do mais, a qualidade dos produtos que é reconhecida dentro e fora do país, assim como a exclusividade, dão ainda mais valor ao que se faz por cá – e que a Versa tem vindo a apresentar na rubrica diVERSA.

"Temos casos portugueses bons. Até mostrámos no outro dia alguns, como a Vista Alegre, que já se posicionou lá fora e tem mesmo uma projeção diferente”, lembra Marta Leite de Castro.   

A Vista Alegre nasceu em 1824, mas a sua projeção e valor atual devem-se ao facto de estar em constante inovação e de, tal como tantas outras marcas, ter-se adaptado e marcar presença no online.  

“Portugal tem um problema de escala, no entanto, com o mundo digital deixámos de ter essa escala. Com todas as componentes do marketing digital, temos dado cartas lá fora. Conseguimos colocar uma campanha na Times Square e é falada no mundo, por exemplo", destaca Alexandra Machás.  

As marcas estão assim a viver o seu momento e uma coisa é certa: “A comunicação que se tem feito é mesmo muito boa”, remata Alexandra.  

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