Edie Sedgwick foi a primeira IT Girl
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Falta o IT às GIRL de hoje

Edie Sedgwick, a musa de Andy Warhol, foi a primeira IT Girl.

Enquanto não me chega o livro, vão me valendo os artigos já publicados sobre a nova biografia de Edie Sedgwick, a musa (durante algum tempo) de Andy Warhol. Edie, como escreve a The New Yorker, foi uma espécie de Mona Lisa viva. A jovem milionária, modelo e atriz (que morreu com uma overdose aos 28 anos) conheceu Andy Warhol em março de 1965, num aniversário, e rapidamente se tornaram numa dupla sensação e singular nos ambientes de Nova Iorque. Os dois juntos eram uma espécie de happening, ela chegou a ser a sua superestrela, “Oh she’s bee-you-ti-ful” dizia Warhol. “Edie brought Andy out,” conta em entrevista no mesmo artigo o poeta Rene Ricard: “She turned him on to the real world”. Uma relação retratada em "As It Turns out", o novo livro de Alice Sedgwick Wohl, irmã de Edie, e que separa a construção que um fez do outro, ou seja, como Andy fez Edie e como Edie fez Andy.

Para muitos (incluindo eu que sou assumidamente #teamedie) Edie Sedgwick foi a primeira IT Girl. No emergente cenário Pop-Art em Nova Iorque, um mês após o primeiro encontro com o artista, Sedgwick cortou o seu longo cabelo escuro, descolorou-o e deu-lhe um estilo muito próprio. A elegância (por vezes magreza extrema) fez dela um ícone da moda digna da Vogue. E depois o mais importante, a sua naturalidade. Sedgwick só tinha de andar e falar para que Warhol seguisse todos os seus movimentos com uma câmera:  Os filmes de Warhol mostram Sedgwick a ser ela própria, a maquilhar-se, deitada na cama ou empoleirada num braço do sofá.

Onde andam as IT GIRL?

O livro chega numa altura em que curiosamente um artigo da The Face questiona onde andam as IT GIRL da atualidade, sugerindo mesmo que o reinado de celebridades como Alexa Chung e Cara Delevingne está oficialmente terminado. Não que as IT Girl tenham desaparecido na totalidade, mas segundo o artigo é preciso mais critério e mais trabalho para encontrar personalidades alinhadas com o conceito.

Entenda-se como conceito, uma mulher que tem ali qualquer coisa de especial – o tal IT – que nos anos 90 atribuíamos a kate Moss e em 2010 a Alexa Chung. Mas em 2022 onde andam e quem são? Quem nos dias de hoje tem “aquilo” que todas queremos ter, e a senha para uma espécie de clube exclusivo imaginário a que nem todas temos acesso. No ano passado, a Tatler revelou a lista das atuais IT GIRL e entre elas estava a ex-namorada de Romeo Beckham, Mia Regan, a filha de Mick Jones, Stella e Nicola Peltz-Beckham. Mas todas elas sem despertar em nós o interesse das IT Girls de outros tempos.

A verdade é que as redes sociais vieram mudar as regras do jogo. As IT GIRL que conhecíamos eram celebridades que escolhiam a dedo os eventos onde apareciam, que só se misturavam com a sua tribo e tinham a comunicação social e os paparazzi atrás de si. Hoje com as redes sociais e o trabalho de marca pessoal que é feito, torna mais difícil distinguir quem é a “famosa por ser famosa”, e como explica o artigo da The Face, não basta ter um programa na Netflix ou milhões de seguidores como uma Zendaya… a IT GIL é algo indefinível e que não se traduz em números, nem seguidores. Em 2022 talvez não exista apenas uma definição, o termo tornou-se talvez mais abrangente e cheios de outros significados.

Para mim pode ser a Christiane Amanpour. E para ti? A verdade é que é um termo demasiado cool para abandonarmos já.

 

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